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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Obras megalómanas

Tenho por hábito dormir com as persianas levantadas de modo que às seis da matina nesta altura do ano, já me entra o dia pelo quarto dentro. Acordo cedo e assim fico um bocado a ouvir o cantar dos passarinhos, após ter ido dar uma mija. Os galos já há muito que se calaram e o movimento rodoviário já se começa a ouvir na chamada Via de Cintura Interna. A cidade começa a despertar e tudo se encaminha sobre rodas (ai a crise petrolífera!...). para os empregos. Há cinquenta anos ou menos, o apito das sirenes das fábricas chamava bandadas de gente que a pé se dirigiam aqui de Valbom para as fábricas do Freixo e Bonfim. O surto industrial foi-se, agora só restam as carcaças e uma ou outra chaminé é preservada na volúpia construtiva nesses locais com o status de condomínio fechado.
Se a indústria empregadora está pelas ruas da amargura, o governo tenta num golpe de mestre arranjar espaços para a mão-de-obra. TGVs e Aeroporto ( o tal que era ali mas agora é acolá) parecem ser as obras megalómanas que estão na forja. Se não podemos ser como os maiores temos que os imitar com a construção desses grandes empreendimentos até porque são financiados com dinheiros da Europa rica. O que parece ser barato há que estender a mão? E aqui estou de acordo com Manuela Ferreira Leite quando diz que por vezes vamos comprar pechinchas aos saldos que depois não têm utilidade, o barato pode sair caro.
Quem se interessa por estas coisas pode tirar as conclusões sobre as não verdades que nos querem mascarar vendo o mapa da imagem, que é do sempre atento blog "Nortadas". Aqui se vê que o TGV de Espanha não chega à fronteira, portanto que razão haverá para fazermos um até Elvas? Que há aqui histórias mal contadas, lá isso há.
 

  Fiquem bem, antonio