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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Olhar o Porto

A manhã estava cinzenta, uma chuvinha de molha tolos não dava para fazer gazeta a mais uma visita à cidade. Quando mais não fosse, o facto de não ficar na morrinhice era já um bom motivo para começar o domingo em grande!
A Foz velha, sob a orientação do historiador da cidade, Germano Silva, era o mote a descodificar. Logo ali no jardim do Passeio Alegre, ponto de partida, foi-nos dito que o jardim tal como o conhecemos hoje tem cento e poucos anos. Antes era um areal onde os pescadores espalhavam as artes da pesca nomeadamente as redes. Junto aos “pilotos” o antigo farol de S. Miguel o Anjo do século XVI o mais antigo de Portugal. Numa das laterais ostenta gravada na pedra D. Miguel, bispo beneditino de Viseu grande impulsionador de toda esta zona.
O castelo da Foz foi a etapa seguinte, actualmente ocupado com serviços do exército. No seu interior ruínas da antiga igreja que foi sacrificada com a construção do baluarte defensivo. Depois pelo miolo das ruas e ruelas históricas da Foz Velha, pisadas por gente da escrita como Raúl Brandão, Eugénio de Andrade, Rebordão Navarro e de outras artes como Irene Vilar.  Fomos vendo e ouvindo as dicas sobre as diversas capelas que por ali abundam. Sinais dos tempos em que a religiosidade estava bem arreigada por toda a cidade e de modo especial nesta zona de pescadores e outra gente ligada ao mar.
Finalmente a Igreja de S. João da Foz, feita pelos Beneditinos, foi admirada em todo o seu esplendor. Tem os altares em talha dourada, o mesmo artífice que fez a talha da Igreja de Santa Clara. Uma chamada de atenção para a boa manutenção desta Igreja, o mérito vai para o actual pároco como assinalou Germano Silva.
 

Bem, para a semana há mais sobre o Porto. Fiquem bem, antonio

Conhecer melhor a cidade do Porto X

Continuo a dizer, repetindo-me, que não há, realmente, razão para não conhecer melhor a cidade do Porto. Desta feita e mais uma vez conduzido pelo Sr. Germano Silva, na zona da Foz Velha. Já agora, atenção à revista VISÃO que irá sair na próxima quinta-feira, 19 de Junho de 2008, pois é suposto que anuncie a próxima saída. Posso desde já confidenciar-vos que se trata de uma visita de estudo aos locais onde são mais característicos os São Joões da cidade do Porto, concretamente a Lapa e Cedofeita. No entanto, se desejarem dar uma vista de olhos a alguns recantos que a metereologia permitiu registar, queiram fazer o favor de clicar sobre a fotografia. Saudações tripeiras do Francisco.

Olhar o Porto

No jornal "Público" Álvaro Siza, arquitecto, diz:

"As obras que tenho feito em Portugal, algumas estão abandonadas, a arruinarem-se. Outras já são motivo de insultos, mesmo antes de aparecerem no espaço"

 

Pois, pois, a pancada foi muita àcerca da sua intervenção na Avenida dos Aliados. Até neste blogue foi dito que há por lá uma coisa sem jeito que mais parece um tanque para o gado beber dos meados do século passado. As pessoas não gostam do que foi feito pelo senhor arquitecto naquela que foi a "sala de visitas" da cidade.

 

   (antonio)

Curiosidades da História

D. João VI  aqui no Porto ficou perpetuado com uma estátua equestre na Praça de Gonçalves Zarco, vulgo rotunda do  Castelo do Queijo (estava num pedestal de boa cantaria granítica mas com as obras no local do “Porto 2001” foi colocada em cima duma tábua de dar a ferro como já disse Helder Pacheco ou noutra versão de Rui Moreira, em cima de uma paragem de autocarro). Há facetas na envolvência da vida deste rei que nos deixam boquiabertos. A sua mulher D. Carlota Joaquina fez-lhe a vida negra, gostava de dar umas facadinhas, nos tempos de hoje diz-se eufemisticamente, rapidinhas!... Claro que as relações do casal eram de cortar à faca de tal maneira que quando o coche do soberano se aproximava do da sua mulher nas estradas que levavam ao Palácio de Queluz, D. João gritava para o cocheiro:
- Volta para trás! Vem aí a puta!
 

PS: Os reis  também tinham as suas fraquezas, não tinham só o espírito guerreiro que aprendemos na escola. Já aqui abordei as mariquices de D. Pedro.

 

   Fiquem bem, antonio

Conhecer melhor a cidade do Porto IX

Não há, realmente, razão para não conhecer melhor a cidade do Porto. Só quem, efectivamente, não quer é que não melhora os seus conhecimentos sobre a cidade do Porto. E digo isto com a segurança de quem, como eu, tem calcorreado vielas e calçadas a fotografar recantos e pormenores da cidade de que sou natural. Digo isto com a certeza de quem, como eu, tem ouvido, ao longo dos percursos, as vozes dos três melhores conhecedores da invicta: Sr. Germano Silva, Prof. Helder Pacheco e Dr. Júlio Couto. Este último, costuma até dizer: «Somos três homens com a mesma amante - a cidade do Porto.» Todavia, há quem seja de Lisboa, fique de véspera em Espinho, em casa de familiares e se apresente a fazer um dos percursos com mais dois ou três familiares e/ou amigos. Há, ainda, aquela mãe que, como se pode ver num dos álbuns fotográficos, faz um dos percursos com a filha, de meses, ainda no seu carrinho de bébé. Uma delícia! Para que possam confirmar o encanto das fotografias que se realizaram, deixo-vos, meus caros amigos, os links dos álbuns, bastando clicar nas fotografias. Saudações tripeiras do Francisco.

 

 

 

Olhar o Porto

De Massarelos à Igreja de S. Francisco era o anúncio do passeio de hoje promovido pela revista VISÃO. Germano Silva, o anfitrião, guiou-nos por locais do Porto profundo  com o "savoir faire" que lhe é apanágio. O melhor catedrático não é aquele que é um poço de conhecimentos mas sim aquele que os sabe transmitir. Germano Silva não é um académico no sentido literal da palavra mas tem todas todas as qualidades e mais uma na partilha dos seus saberes sobre o Porto, que são às carradas.

De Massarelos passando pelo miolo histórico de Miragaia, todo o percurso de hoje esteve sempre confrontado com os palacetes da aristocracia e pelos mareantes. O comércio marítimo quer para o Brasil ou para o Oriente era feito desse grande estaleiro de Miragaia (local onde actualmente se situa o edificio que foi da Alfandega).

 

PS: Da parte de tarde fui à feira do livro marcar o ponto e aproveitando o lançamento do livro de Germano Silva "Sítios com história". À priori uma questão me surgiu. O que é que o autor nos trará de novidade? Não estará tudo dito nos outros livros publicados sobre o Porto?

Ah, já sei! Dizer-nos por exemplo que há ali uma fonte a que o povo designou por fonte do caquinho!... Ou que os alpendres sobre as ruelas de Miragaia só eram autorizados pela Câmara se tivessem altura suficiente para passar um homem com um molho de carqueja às costas!... Ou questionar a razão de duas senhoras no dia dos fieis defuntos colocarem duas velinhas na Gólgata: local onde já existiu um cemitério que foi transferido mas, no dizer das senhoras, eventualmente por lá ter ficado algum finado!... São partes da história do burgo que não vêm nos manuais dos historiadores académicos.

Para quem gosta de saber mais umas coisas sobre o Porto há então que ler os livros deste autor. Com Germano Silva em cada cavadela sai minhoca!...

 

     Fiquem bem, antonio

Conhecer melhor a cidade VIII

No passado domingo, dia 1 de Junho, tive o privilégio de ser ciceronado pelo jornalista e historiador Germano Silva numa visita de estudo patrocinada pela revista VISÃO. Sobre essa visita, consta assim na dita revista: Em VISÃO, Sete - Recuar na História - «Olhar e ver» é a máxima do jornalista e cronista da Visão. Conhecedor nato da história do Porto, apaixonado pelas ruas, ruelas e entranhas da cidade, autor de vários livros, Germano Silva organiza, uma vez mais, três passeios pelo Porto,em Junho, mês do S.João, nos domingos de 1,8 e 15, pelas 10 horas. "Acontece frequentemente: levamos uma vida inteira a passar numa determinada rua e nem sempre nos apercebemos de que nela existe um pormenor (pode ser uma porta, uma clarabóia, uma imagem esculpida na pedra) que nos fala da história dessa artéria, de uma colectividade ou de uma família", conta. Estes passeios - de duas horas cada - só podem ser, por isso, enriquecedores. 1 de Junho - O Porto dos Navegantes - do Palácio de Cristal a Massarelos - concentração frente aos jardins do Palácio de Cristal - Visita a símbolos da presença de homens do mar em Massarelos, nomeadamente a capela do senhor dos Navegantes. Clicando sobre a fotografia, terão acesso ao álbum. Se quiserem disponibilizar fotografias, o autor desta prosa agradece, reconhecido. Saudações tripeiras do Francisco.

 

Histórias da guerra - XIII (Fim)

Nas três frentes da chamada “guerra colonial” de 1961 a 1974 os operacionais do quadro permanente foram chamados várias vezes para missões de serviço nesses locais, eram os profissionais. Os milicianos ao contrário eram obrigados a uma comissão normalmente de dois anos.
Tal como noutros aspectos da vida também no teatro das operações houve sempre “pivots” que se destacavam quer pela valentia ou pela maluquice ou por ambas em simultâneo. Eram os heróis da guerra, quais buldozzers que por onde passavam deixavam marcas. Em Angola, quem não se lembra do capitão “Totobola”, “Maçanita” ou do Alferes Robles, ou em Moçambique do comandante Roxo? Foram indivíduos carismáticos que impregnavam nos seus subordinados uma auto-confiança que naquelas situações de guerrilha era bem precisa. Na Guiné o cabo de guerra Spínola foi temido e amado. A acção psicológica que desenvolveu deu alguns frutos mas a situação independentista era imparável. A cilada aos três majores, mortos, que à ordem do general iam em missão de diálogo com o PAIGC foi um balde de água gelada. Em Moçambique o General Kaulza de Arriaga, um estratega megalómano deixou a sua marca bem vincada, personalidade forte, caiu após o massacre de Wiriamu na região de Tete no norte de Moçambique em 1972. Ainda em Angola, os “Voluntários” OPVDCA (Organização Provincial da defesa civil de Angola), que era um corpo de defesa essencialmente das populações e das Fazendas deslocavam-se na picada em reduzido número mas com uma operacionalidade a toda a prova. Quando passavam ocasionalmente pelo aquartelamento de Quicabo, nos Dembos, eram vistos pela tropa macaca com admiração. Eram para nós os verdadeiros heróis, poucos e bons.
O autor destas linhas não foi um herói da guerra colonial. “Licenciei-me” no arame farpado e via a guerra nos papéis no entanto como regressei com o canastro em bom estado e mesmo a outro nível não sofro de stress pós-traumático considero-me por isso bafejado da sorte tendo em conta o enquadramento vivido.
Este apontamento constata apenas realidades vistas no terreno que nada têm a ver com a justeza ou não da situação vivida.
 

 

 Fiquem bem, antonio

Olhar o Porto

Do Palácio a Massarelos foi o passeio à cidade hoje, orientado por Germano Silva sob o patrocínio da revista Visão.
O Porto desconhecido foi virado do avesso por um grupo de gente ávida por palmilhar, ruas, ruelas, becos, escadas, quintas, ribeiros, fontes (já cohecíamos a fonte da colher em Miragaia, agora também em Massrelos a fonte do caquinho), fontanários e bicas. Tudo carregado de história naquele alcantilado até Massarelos. Nomes sugestivos como Rua dos Moinhos, da Boa Viagem e da Fonte de Massarelos, Viela José da Mestra, Rua do Casal do Pedro, Rua Campo do Rou, etc. A razão destes nomes foram-nos sendo explicados até ao limite dos seus conhecimentos, e são muitos sobre a cidade, por Germano Silva.
Toda aquela zona foi desenvolvida à sombra dos ingleses e pelos mareantes, senhores dos navios e por ali havia o grande estaleiro no areal de Massarelos e Miragaia. É ainda hoje densamente arborizada com espécies de árvores exóticas, legados que nos chegaram em resquícios de quintas que até ver ainda não foram alvo da especulação imobiliária. No entanto na R. de D. Pedro V já se vêm lá grandes gruas sobranceiras à Rua dos Moinhos e ao Ribeiro de Vilar que podem deitar por terra em parte o que atrás refiro.
A religiosidade estava bastante enraizada, a profusão de capelas e nichos de santos assim denunciam. O oráculo Senhor dos Navegantes na rua com o mesmo nome era local de culto a quando das aflições dos homens do mar. A manutenção deste sítio é carinhosamente feita por uma senhora idosa da zona já que quer a Junta de freguesia e a Igreja terem-se posto ao largo!...
E assim se levantou hoje, para nós, mais um bocado do véu sobre o Porto desconhecido, para a semana há mais!...

 

PS: Numa altura em que as televisões alienam o povo  com a selecção portuguesa (o governo esfrega as mãos de contente, faz esquecer o plano inclinado para o fosso), que bem me soube estar ausente do ecrãn nesta manhã soalheira sendo para mim uma mais valia. Não pertenço àquele naipe de ofegantes para quem a mística do futebol está à flor da pele.
 

(Na imagem, Rua de Vilar o antigo e o moderno...)

   Fiquem bem, antonio

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