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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Conhecer melhor a cidade VIII

No passado domingo, dia 1 de Junho, tive o privilégio de ser ciceronado pelo jornalista e historiador Germano Silva numa visita de estudo patrocinada pela revista VISÃO. Sobre essa visita, consta assim na dita revista: Em VISÃO, Sete - Recuar na História - «Olhar e ver» é a máxima do jornalista e cronista da Visão. Conhecedor nato da história do Porto, apaixonado pelas ruas, ruelas e entranhas da cidade, autor de vários livros, Germano Silva organiza, uma vez mais, três passeios pelo Porto,em Junho, mês do S.João, nos domingos de 1,8 e 15, pelas 10 horas. "Acontece frequentemente: levamos uma vida inteira a passar numa determinada rua e nem sempre nos apercebemos de que nela existe um pormenor (pode ser uma porta, uma clarabóia, uma imagem esculpida na pedra) que nos fala da história dessa artéria, de uma colectividade ou de uma família", conta. Estes passeios - de duas horas cada - só podem ser, por isso, enriquecedores. 1 de Junho - O Porto dos Navegantes - do Palácio de Cristal a Massarelos - concentração frente aos jardins do Palácio de Cristal - Visita a símbolos da presença de homens do mar em Massarelos, nomeadamente a capela do senhor dos Navegantes. Clicando sobre a fotografia, terão acesso ao álbum. Se quiserem disponibilizar fotografias, o autor desta prosa agradece, reconhecido. Saudações tripeiras do Francisco.

 

Histórias da guerra - XIII (Fim)

Nas três frentes da chamada “guerra colonial” de 1961 a 1974 os operacionais do quadro permanente foram chamados várias vezes para missões de serviço nesses locais, eram os profissionais. Os milicianos ao contrário eram obrigados a uma comissão normalmente de dois anos.
Tal como noutros aspectos da vida também no teatro das operações houve sempre “pivots” que se destacavam quer pela valentia ou pela maluquice ou por ambas em simultâneo. Eram os heróis da guerra, quais buldozzers que por onde passavam deixavam marcas. Em Angola, quem não se lembra do capitão “Totobola”, “Maçanita” ou do Alferes Robles, ou em Moçambique do comandante Roxo? Foram indivíduos carismáticos que impregnavam nos seus subordinados uma auto-confiança que naquelas situações de guerrilha era bem precisa. Na Guiné o cabo de guerra Spínola foi temido e amado. A acção psicológica que desenvolveu deu alguns frutos mas a situação independentista era imparável. A cilada aos três majores, mortos, que à ordem do general iam em missão de diálogo com o PAIGC foi um balde de água gelada. Em Moçambique o General Kaulza de Arriaga, um estratega megalómano deixou a sua marca bem vincada, personalidade forte, caiu após o massacre de Wiriamu na região de Tete no norte de Moçambique em 1972. Ainda em Angola, os “Voluntários” OPVDCA (Organização Provincial da defesa civil de Angola), que era um corpo de defesa essencialmente das populações e das Fazendas deslocavam-se na picada em reduzido número mas com uma operacionalidade a toda a prova. Quando passavam ocasionalmente pelo aquartelamento de Quicabo, nos Dembos, eram vistos pela tropa macaca com admiração. Eram para nós os verdadeiros heróis, poucos e bons.
O autor destas linhas não foi um herói da guerra colonial. “Licenciei-me” no arame farpado e via a guerra nos papéis no entanto como regressei com o canastro em bom estado e mesmo a outro nível não sofro de stress pós-traumático considero-me por isso bafejado da sorte tendo em conta o enquadramento vivido.
Este apontamento constata apenas realidades vistas no terreno que nada têm a ver com a justeza ou não da situação vivida.
 

 

 Fiquem bem, antonio