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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto

A manhã estava propícia para mais uma visita à cidade sob orientação do Dr. Helder Pacheco. Da Praça de D. Pedro ao largo da Aguardente rezava o opúsculo convidativo. Os nomes mudaram, os espaços estão modificados mas a substância mantém-se: Praça da Liberdade e Praça Marques de Pombal. Logo ali, no ponto de partida, na Praça, uma abordagem negativa como não podia deixar de ser sobre a alteração para pior da que era considerada sala de visitas da cidade - Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados. As dicas sobre o edificado do fim do século XIX e princípios do XX são motivos de euforia do Dr. Helder Pacheco em contraste com as malfeitorias dos anos sessenta e setenta em que a nível de urbanismo tudo valia desde a destruição de nobres fachadas de prédios com “glamour” até edificações de autênticos peixes-espadas desenquadrados da harmonia da cidade. Já por aqui tenho feito abordagens a estas sabotagens que desfeiam a urbe.
No largo da Trindade a beleza do edifício camarário, séc. XX e da Igreja da Trindade, séc. XIX em contraste com o chamado edifício dos Correios de um lado e do outro o novo Centro comercial, antiga pedreira da Trindade, construções sem pedigree.
Pela Rua do Almada, rectilínea dos Lóios à Praça da República só podia ter sido concebida por esse grande Francisco de Almada, homem de horizontes alargados que expandiu a cidade para fora das muralhas Fernandinas. Por ela se ia praticamente da Ribeira até à Lapa onde aí se apanhava a estrada de Braga. A outra saída importante da cidade era a chamada estrada de Guimarães, actuais Rua do Bonjardim e Costa Cabral… Homens que pensaram a cidade e que deixam a léguas de distância os actuais gestores públicos.
Na praça da Regeneração, actual Praça da República, o quartel de Santo Ovídio, séc. XVIII bem enquadrado e os palacetes que por ali ainda atestam a pujança da burguesia aliada ao sentido de estética. Na Lapa uma referência à bela Igreja e ao cemitério monumental onde repousam os heróis do liberalismo em mausoléus de grande nobreza. Uma chamada de atenção ao hospital da Lapa com origem em dinheiro de emigrante do Brasil.
Pela Rua de S. Brás chegamos à Rua da Constituição onde o edificado do princípio do séc. XX pode ser admirado não sem um ou outro atentado urbanístico. Chegamos ao Marquês, antigo Largo da Aguardente. Obrigado Dr. Helder Pacheco. Boa tarde e até à próxima.
 

 

    Fiquem bem, antonio