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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Do Porto à Áustria

As histórias da vida têm sempre um outro sabor vistas à distância.
Nos finais dos anos setenta do século passado, três amigos a convite de um deles, que ia em missão de serviço, foram à Áustria.
As estradas por cá eram manhosas e auto-estradas eram uma miragem luxuosa para um país agrícola, tacanho e periférico. As calças à boca de sino na indumentária e os minis, fiat 127 e os datsum 1200 de duas e quatro portas nas estradas faziam furor! Donos dos lugares de estacionamento, leia-se arrumadores, não havia. Não se falava em “carjarking” nem “bulling”, quando muito algum pifanço do rádio do carro por algum deserdado mexeruca. Agora é o que se sabe, assaltos a bancos  a ourives e outros é mato!... Enfim, estamos feitos ao bife enquanto os poderes andam entretidos com o rumo da PJ ou a distribuir tachos por aqui e por ali, Coelho já teve o dele.
Passada a fronteira a estrada a partir de Vilar Formoso, cito de memória, atravessava a Espanha com três faixas de rodagem, bem coçadas pela leva de emigrantes portugueses que andavam nos países da Europa Central, muitos acoitados nos bidonvilles de Paris, onde tinham chegado com a mala de cartão. Em França as auto-estradas já as havia como também em Espanha, mas então na Alemanha, aí sim, além de serem gratuitas denotavam um país com grande desenvolvimento que quando regressamos para o nosso Portugal sentimos este país pobrezinho. Ah, a Áustria um país civilizado onde havia ordem e o asseio.
Bem, mas uma das histórias saborosas desta viagem que fizeram o gáudio dos meus parceiros, prende-se com o utente deste arrazoado, um desconhecedor de línguas, e porquê? Na Alemanha rolávamos na auto-estrada e os placards em pórticos informativos de localidades apareciam  um pouco antes do  desvio onde aí aparecia então “AUSFHART” com uma seta indicativa. Depois de dezenas ou centenas de quilómetros novamente ia aparecendo “AUSFHART” pensando a minha ignorância que seria nome duma localidade quando afinal queria sim dizer em bom português “SAÍDA”. Creio que foi o nosso amigalhaço do convite, que de alemão sabe tanto como eu mas como já tinha ido anteriormente a essas paragens que me esclareceu sobre a minha falsa ilusão. A galhofa dos meus parceiros deu azo à boa disposição, e ainda hoje é lembrado o caso à mesa do café. E assim a vida também é preenchida destes pequenos nadas.
 

 

    Fiquem bem, antonio