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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Avenida dos Aliados à Sisa Vieira!...

O grande mestre em arquitectura dá uma entrevista ao JN para a qual chamo a atenção. A dado passo vem a abordagem ao novo figurino da Avenida dos Aliados. Não vou agora aqui chover no molhado, mas é preciso ter lata para dizer sobre o Porto  "estão a descaracterizar a cidade em vez de a recuperar" . E eu pergunto, cidadão livre "quem descaracterizou a Avenida dos Aliados?"

 

   (antonio)

O meu Maio de 68


Foi uma época cheia de emoções que teve o epicentro na França, revolucionou os costumes e mentalidades. O lema “ é proibido proibir” foi rastilho que abanou ditaduras e pseudo democracias.
Portugal que vivia fechado entre fronteiras rígidas fazendo bandeira do “orgulhosamente sós” viu-se confrontado com esse movimento emergente do seio da Europa e fechou-se ainda mais com a repressão quer física quer ideológica.
Do meu Maio de 68 tenho memórias pontuais. Estava no norte de Angola no serviço militar nessa data e recordo um furriel miliciano comprar um Mini Moke descapotável, com um dístico em letras garrafais sob o capôt “make love not war”, sinal evidente que as consequências das revoltas de massas parisienses também tinham chegado àquelas paragens.
Quando regressei de Angola em 1969 fui ouvindo os LP de Bob Dylan e Joan Baez, e outros,  que ainda tenho guardados como saudosas recordações. Assim fui construindo uma certa contestação interiorizada com algumas idas ao Coliseu ouvir a Oposição Democrática oponente da União Nacional, protagonizada entre outros por Dr. Raul de Castro, Engª Virgínia Moura e jornalista do JN César Príncipe oposicionistas declarados do regime então vigente. Na Baixa do Porto também arrisquei algumas presenças contestatárias nas manifestações proibidas nos primeiros de Maio.
Penso que a adesão das massas populares ao 25 de Abril de 1974 foi também uma consequência dos movimentos que foram germinando a partir do Maio de 68 e que sobretudo no meio académico foram ganhando corpo.

 

  Fiquem bem, antonio