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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Ecos da Escola

Todos nós temos facetas da nossa vida profissional, umas mais marcantes que recordamos. São as curvas do trajecto que fazemos com algum equilíbrio acontecendo uma ou outra derrapagem que ao fim e ao cabo faz parte da normalidade.

Antes do 25 de Abril de 1974 o hino e a bandeira eram olhados com fervor, o regime de então assim o determinava. Após a Revolução dos Cravos com alguma bandalheira à mistura foram secundarizados também pela escola.

Por volta dos anos oitenta, leccionava um quarto ano e tinha um aluno que não tinha idade para ser proposto à transição o que só podia acontecer com a avaliação dum inspector. No caso vertente foi a inspectora Lucília que foi destacada para a verificação da maturidade do aluno. Era uma pessoa muito fluente, via-se que tinha bagagem palavrosa. Após a examinação do pupilo, a senhora quis pôr a turma a cantar o Hino Nacional mas os alunos estavam em branco. Então enquanto escrevia a letra no quadro foi mandando umas directas:

- Então os meninos não sabem o hino nacional?!...

- O senhor professor não ensinou o hino aos alunos?!...

Bem, fiquei um pouco entalado até porque sou mais virado para a timidez, mas num rasgo de alguma irreverência retorqui com  suavidade:

- Ó senhora inspectora não acha que o hino está um pouco ultrapassado na letra?! Interiorizava aqueles versos, contra os canhões marchar, marchar! Ai o que disseste, António…

- Ó meu caro senhor, o que me está a dizer, então o hino não é o símbolo da Pátria!... Não me diga uma coisa dessas, blá, blá…

Encaixei, baixei a bolinha, aliás não a tinha levantado, porque afinal ela era a inspectora e eu um simples professor. Como tudo isto se passou após o 25 de Abril de 1974 a coisa ficou por ali. Se fosse antes quem sabe se teria à perna alguma vigilância pidesca por esta insubversão .

Recordo que há alguns anos o escritor Alçada Batista, em Chaves, nas comemorações do 10 de Junho, dia de Portugal,  também abordou esta temática do actual desenquadramento do Hino. Os conservadores caíram-lhe em cima perante tal blasfémia, nunca mais abordou a questão.

   Fiquem bem, antonio

37º aniversário de curso V

Vamos continuar a preparar o nosso encontro anual, a realizar em 28 de Junho de 2008?

É do programa que pelas 11h30m terá início o cruzeiro das 6 pontes no Rio Douro. Por esse motivo, queria deixar-vos aqui a possibilidade de antever esse percurso.

Imperdível, digo-vos eu. Para tal, encaminho-vos para o visionamento desta galeria pública de fotografias.

Basta clicar sobre a fotografia.

Saudações magistéricas do Francisco.