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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Histórias da guerra - VII

http://fotos.sapo.pt/antonioduvidas/pic/00062gzdIsto de estar para aqui a lançar umas postas de pescada sobre as histórias da história da guerra colonial é uma seca para quem não a viveu. Abordo estas memórias sem qualquer espírito reivindicativo de vitória nem com lamechices a suplicar aos donos da Nação algum subsídio do stress pós-traumático que felizmente não tive.
Há dias em conversa com um amigalhaço que partilhou comigo estas andanças pelo norte de Angola dizia: - olha, nós recordamos estes casos pontuais da guerra tal como os nossos avós ou pais nos contaram o que passaram em Flandres na primeira guerra mundial ou na segunda em que Salazar disse aos portugueses: livro-vos da guerra mas não da fome, e o povo agradeceu. Somos agora nós, dizia o meu comparsa, os testemunhos vivos desses dramas que passarão ao esquecimento ou lembrados aqui e ali em obras de alguns escritores que directamente sentiram na pele o odor do capim africano. Os documentários de Joaquim Furtado na RTP que estão a passar às terças feiras são também um rico testemunho.
As vivências no dia a dia num clima de guerrilha tornam-se rotineiras e o perigo é secundarizado pela malta da picada. Os do arame farpado, como eu fui, cagavam-se de medo quando tinham que alinhar numa coluna militar para ir gozar uns dias de licença a Luanda. Tenho ainda bem presente uma dessas idas na coluna, tremia como varas verdes, via um turra em cada curva da picada, enquanto a tropa macaca no jeepão em total descontracção a falar da família transmontana ou eventualmente das aventuras carnais no “bairro operário”, em Luanda, onde era um ver se avias, porta sim, porta sim.

Bonito, bonito! Se a coisa dava para o torto, era o diabo quando havia mortos ou feridos. Era um banho de água fria, direi mesmo gelada e então tudo começava de novo. Ordens rigorosas eram dimanadas dos comandantes: olho vivo, nada de facilitismos, armas afiadas sempre prontas para a rajada e o pessoal por uns tempos assim cumpria mas depois voltava ao ram-ram.

 

A imagem dá-nos bem a ideia dos contratempos que o pessoal passava na picada na época das chuvas. Às vezes os "burros do mato" ficavam de tal maneira atascados que tinham que ser puxados com os guinchos.

 

    Fiquem bem, antonio

Histórias da guerra - VI

A sublevação dos pretos (nativos, se preferirem) em Angola em 1961 foi dramática para muitos brancos principalmente no interior. De aparentes pacatos lacaios passaram de catana na mão a ser algozes dos seus patrões. As reportagens de Joaquim Furtado na RTP retratam bem esse clima de ódio que se instalou contra a raça branca.
Foi devido a esses massacres que se formou em Angola uma organização de “voluntários” que eram financiados pelos grandes fazendeiros e pelo governo provincial de Angola. Era uma força militarizada composta por indivíduos maduros, destemidos, bem armados, com muita mobilidade que tinham sido vítimas directas ou indirectas dos massacres atrás referidos. Como conheciam bem o terreno, eram caçadores, deslocavam-se em pequenos grupos, geralmente em jeepoes e tinham por missão a defesa das aldeias e das fazendas. Quando passavam pelo meu aquartelamento nos Dembos eram olhados pela tropa macaca (esta designação não significa menoridade, aplicava-se em oposição à tropa de elite, comandos. Do mesmo modo “puto” era o nome atribuído quer pela sociedade civil ou militar que em Angola davam a Portugal Continental), com respeito e admiração devido à sua eficácia.
Como a pressão internacional começou a fazer-se sentir, dizendo que Portugal tinha mercenários ao seu serviço, o nome que até então tinham os “voluntários” OPVDCA (Organização Provincial de Voluntários da Defesa Civil de Angola) passou a designar-se de Guarda Rural, em 1968.
Enquanto os contingentes militares não chegaram do puto, para Angola e em força segundo Salazar, após os trágicos acontecimentos de 1961, estes destemidos grupos de “voluntários” tiveram um papel charneira na defesa das pessoas e bens que estavam a saque.

A imagem é uma das muitas memórias que ficaram espalhadas pelo interior de Angola. Será que essas memórias, coloniais, segundo os independentistas, foram preservadas? Duvido muito. Até aqui entre nós com a Revolução dos cravos destruíram-se estátuas (Salazar) e a grande ponte de Lisboa mudou de nome, mas houve mais.
Esta memória é dos militares que morreram do Batalhão que fomos render a Quicabo no norte de Angola. O autor deste arrasoado ficou no retrato mas felizmente de corpo e alma.

A próxima história de guerra vou tentar desenterrá-la lá do fundo do baú!

Fiquem bem, antonio

Pelo JN

Ontem fiquei perplexo, ou talvez não, com esta notícia do Jornal de Notícias. Pois é uma obra, que já tive oportunidade de ver e de que não gostei, mas quem sou eu, de um endeusado arquitecto.

 

   (antonio)

Conhecer a cidade do Porto II

Quer conhecer melhor o Porto?

Já no passado 28 de Outubro publiquei um artigo dando conhecimento desta iniciativa da Câmara Municipal do Porto. Como é já no próximo sábado, dia 8 de Dezembro, que se iniciam estes percursos nocturnos ou visitas de estudo guiadas, insisto, uma vez mais, na publicitação da iniciativa, podendo ser recolhidos mais pormenores AQUI.

Uma questão de lapa!

E houve muita gente que após o 25 de Abril de 1974 criticou o Antoninho de Santa Comba por se ter agarrado ao poder durante 48 anos!...

Ah, mas este é eleito pelo voto popular!...

Toma lá que é democrático!...

 

     (antonio)

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