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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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São João no Porto - contagem decrescente - 0

      É hoje! Chegou o grande dia da grande noite! A noite mais longa do ano (pelo menos para mim que sou tripeiro). E estou de partida. Sim. Com a Esmeralda, começaremos dentro de minutos por saborear nas Fontaínhas a ementa pré-definida, passaremos de seguida ao visionamento do fogo de artifício e regressaremos a casa depois de uma passagem pela Avenida dos Aliados. Espero encontrar-vos entre a multidão para vos dar a habitual martelada. Não vou, contudo, sem vos desejar uma noite de folia, diversão e liberdade total de expressão e pensamento.

Um S.João valente para todos vós. Francisco.

ORIGEM DAS FOGUEIRAS DE SÃO JOÃO

 De origem europeia, as fogueiras joaninas fazem parte da antiga tradição pagã, de celebrar o solstício de Verão. A fogueira do dia de 24 de Junho, tornou-se pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João europeias.

Uma lenda católica, cristianizando a fogueira pagã estival, afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do Verão Europeu, tinha as suas raízes num acordo feito pelas primas Maria e Isabel.  Esta teria de fazer uma fogueira no cimo do monte, para avisar que estava prestes a  nascer o seu filho ( João Baptista); assim Maria iria em seu auxílio.

O uso de balões e fogos de artifício durante o São João, está relacionado com o tradicional uso da fogueira joanina e seus efeitos visuais.

Um abraço da Porcina

Os S. Joões do Porto

O historiador Artur de Magalhães Basto diz que Fernão Lopes ao tempo do rei D. Fernando já refere o S. João do Porto.

Citando Almeida Garrett diz que no Porto em 1849 havia três S. Joões

          - S. João de Cedofeita, o republicano;

          - S. João da Lapa, o malhado;

          - S. João do Bonfim, o realista.

Segundo o mesmo historiador o da Lapa era o mais importante. O S. João do Palácio , Foz e Fontainhas ( aqui no link, a fonte da imagem ainda lá está mas já não deita o caudal que se vê. Pormenor histórico da indumentária das mulheres, rodilhas na cabeça e canecos para o transporte da água), apareceram mais tarde.

     Orvalhadas são rendas                                  

     Do bragal dos pobrezinhos                            

     O Senhor também dá prendas                       

     A quem dorme nos caminhos                          

     (JN de 1931)

 

Eu tenho mais liberdade

Que o balão no firmamento

Eu ando à minha vontade

E não ao sabor do vento...

       (JN de 1977)