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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto

                    (Trav. da Rua Chã)

Andar pela cidade, apalpando-a e sentir-lhe os odores é um acto de cidadania que nos entranha quando mergulhamos no miolo histórico que é essencialmente aquele que estava confinado às muralhas Fernandinas. É aí que a cidade vai resistindo na sua fisionomia pese embora a desertificação humana que cada vez é mais acentuada.

Hoje passamos pela Travessa da Rua Chã e já não tinhamos feito esse passadouro há cerca de 35 anos. No entanto o mesmo lixo, grafittis nas paredes e o cheiro a urina mantém-se como imagem de marca. É uma Trav. sui generis que vai da Rua Chã, passa por baixo de vários edifícios até à Rua Saraiva Carvalho.

Seguimos depois pela Rua Escura e Rua do Souto outrora efervescentes de pequeno comércio e sobretudo negócio de saias, do líbido, entenda-se, mas agora sem vida. Logo ali o Largo do Duque da Ribeira que teve grande intervenção quando Fernando Gomes esteve à frente da Câmara com ideias superlativas para o local, agora está às moscas com uma destruição confrangedora!

Depois subimos pela Rua dos Caldeireiros, tal como o nome indica era fértil na actividade de trabalhar o cobre, latão e mais. Temos ainda no nosso subconsciente o barulho ensurdecedor do martelar na chapa de há 35 anos quando andavamos por ali. Agora é o silêncio total, o único idoso caldeireiro está a meio gás, o negócio já não é o que era e não há seguidores!...

Continuei e cheguei junto à Torre dos Clérigos, à Praça de Lisboa. Aí não dá para entender. Todas as lojas espatifadas num cenário de hecatombe, não ficou pedra sobre pedra! (Dá pena, pois foi uma intervenção que tem menos de 20 anos e na altura recebeu os melhores elogios da crítica).

Finalmente para desanuviar destas tristezas fui ao Palácio de Cristal dar uma olhadela à feira do livro não propriamente com propósitos aquisitivos, mas faz parte do habitué (o torniquete de entrada marcou mais um visitante, e eles enchem a barriga com isso como se fosse sinónimo de mais um comprador! As parangonas noticiosas que só sabem manipular a mim não me convencem).

 

Fiquem bem, antonio

                    (Trav. da Rua Chã)