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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Pela ruralidade

 

Hoje fala-se em rivalidade entre o Norte e o Sul quer a nível político quer social e aqui o futebol dá cartas. Mas rivalidades paroquiais sempre existiram.
Corria o ano de 1880, o padre Lacerda que paroquiava a minha terra, porque era dotado de um vozeirão de respeito, foi fazer um sermão a uma festa do outro lado do Rio Paiva, na freguesia da Espiunca, concelho de Arouca. Após o acto e de um almoço de farta abades, sofreu um duro revés, um trambolhão do cavalo abaixo. Alguém por maldade ou galhofa cortou ao animal parte dos arreios vindo o sacerdote enredado na batina a estatelar-se para gáudio dos romeiros. Furioso pelo tombo e pelas risadas o abade bufava por tudo quanto era poro.
Chegado à sua (minha) freguesia bastante combalido e porque era querido dos seus paroquianos estes não estiveram com meias tintas, nada de barulhos nem paus no ar como era usual na época. Decidiram dar uma bofetada de luva branca, criando uma festa mais soberba do que aquela que promoviam os maldosos do padre Lacerda.
E assim se criou a festa anual no dia de Pentecostes com bandas de música, foguetes (agora estão proibidos), vinho verde, pão de ló e nas procissões o maior número de anjinhos, com mordomos e mordomas tudo escolhido na mais pura nata da terra.
Trata-se da romaria do “Senhor dos Enfermos”, que se realiza na freguesia de Fornelos, por sinal a maior do concelho de Cinfães.


Hoje senti-me romeiro, antonio