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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Falar por falar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                         (antes)                                                  (depois)

                                                                                                                

 

A Avenida dos Aliados, no Porto, após a intervenção do Arq. Sisa Vieira que eliminou os belos jardins é agora palco de actividades pontuais que na minha óptica não dignificam o lugar – sala de visitas, que foi, da cidade. Ele é feira de flores (vá lá, vá lá…) tiraram-nas e agora querem comercializá-las! Carroceis (eu se não visse não acreditava), árvores de Natal pindéricas, barracas de comes e bebes, montagem e desmontagem de palcos para isto e para aquilo, local de manobras dos Bombeiros Sapadores, enfim…

Bem, é de bom senso que em nossa casa na “sala de visitas” onde temos os móveis tradicionais, não vamos colocar numa das paredes um placard de ferramentas de bricolage, uma banca de carpinteiro ou montar aí um canto de arrumos!

As obras nos Aliados têm mesmo nota negativa, ficaram grandes espaços mortos que agora querem preencher nem que seja a pôr lá um tipo de megafone em cima de uma carrinha a vender banha da cobra (parece que os chineses também vieram dar cabo destas banhadas).

Lá do alto da Câmara, Rui Rio quando assume ao varandim deve olhar para os Aliados com algum travo amargo, mas os políticos nunca dão o braço a torcer!...

(Só voltei a falar da Av. Dos Aliados porque fui espicaçado, pois o assunto incomoda-me. As fotos são do blog "cidadesurpreendente")

Fiquem bem, antonio

Olhar o Porto na ponte Luís I - 2ª parte

 

Há dias neste blog reportei-me ao bulício da ponte 100 anos atrás. Vou hoje tentar sacar das minhas memórias de há perto de 50 anos. Já estou a ver aí desse lado a interrogarem-se e lançando para o ar: este tipo já é velho com´ó caraças! Bem tudo na vida é relativo e ao fim e ao cabo interessa é podermos partilhar aqui na blogosfera troca de saberes e pontos de vista. Olhem, podem crer que tenho aprendido.
Mas a ponte de há 50 anos?!...

Estávamos ainda numa fase em que a indústria fabril fervia na cidade. Por volta do meio-dia eram filas de mulheres na ponte, de Gaia para o Porto, que traziam à cabeça os almoços para os maridos, pais ou filhos, tenho esta imagem bem presente. O eléctrico era o meio de transporte muito utilizado entre Gaia (Stº Ovídio) e Porto, mas a maioria dos trabalhadores faziam a penantes grandes distâncias para o trabalho. A classe médica naquela altura não tinha motivos para dizer aquilo que hoje faz parte da receita: mexa-se sr. obeso.

Em 1962 uma grande cheia no rio Douro fez grandes estragos em pessoas e bens. Foi de tal maneira assustadora que se dizia que as autoridades estavam já prontas para cortar a ponte de baixo, nome que tem aqui no Porto o tabuleiro inferior, pois a água aos baldões com pipas, alfaias agrícolas e árvores estava a rasá-la. Todos certamente já ouviram esta história que na altura foi entendida com seriedade mas hoje não passa duma anedota, pois uma ponte não se corta com a facilidade de um queijo suíço!

A altura da ponte foi sendo aproveitada pelos desesperados para o apito final. Durante o governo salazarista as pessoas caíam ao rio como eufemísticamente se dizia na imprensa, a censura não queria ouvir falar em suicídio. O célebre duque da Ribeira muito trabalho teve com o seu barco na pesca dos náufragos e aqui há histórias caricatas, algumas mulheres foram salvas pois devido ao balão das saias a queda era amortecida. (Foi assim que se safou a D. Antónia Ferreirinha no Rio Douro no sítio Cachão da Valeira, ia num barco rabelo que virou tendo o seu amigo, Barão de Forrester, ido para o fundo).

A ponte Luís I atrai-me de sobremaneira. Para a época fazer uma obra desta envergadura com dois tabuleiros foi de gente com visão alargada. Vamos agora a uma comparação com a tacanhez dos governantes que nos têm gerido. Todos sabem o que aconteceu à ponte de Entre-os-rios, em 2002, que eu atravessei vezes sem conta. Pois no mesmo local foi feita uma nova ponte em tempo record, e pasme-se, a 50 metros foi feita outra para uma via (IC 35) que vai ligar Penafiel a Castelo de Paiva. A pergunta lógica de qualquer leigo é óbvia: então uma só estrutura não poderia servir para os dois trânsitos, local e o outro? Bem só falta dizer que isto se passou no governo Guterres que foi um governo despesista, como hoje é consensual pelos melhores economistas.

 Fiquem bem, antonio

Foto do dia

 

Este "peixe espada" está plantado no Campo 24 de Agosto. Eu não gosto!

 

                                                                                                             (antonio)