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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Dia da Liberdade de Imprensa

Neste Dia da Liberdade de Imprensa congratulo-me com o facto de viver num país onde a escrita é livre. Houve tempos em que não foi. E a propósito disso, tenho na memória uma reportagem recente passada no canal 1 da RTP sobre o lápis e a fábrica de lápis em Portugal. 

VIARCO

VIARCO

O lápis azul da censura merece-me especial relevo.

A PÁGINA DA EDUCAÇÃO

A censura em Portugal é merecedora dum outro relevo.

WIKIPÉDIA

E porque se comemora o Dia da Liberdade de Imprensa, há que lhe dar a palavra.

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE IMPRENSA

UNESCO

Saudações impressas do Francisco.

Olhar o Porto!

A Rua Chã é uma das ruas do Porto que me é particularmente interessante para me referir a ela e vocês vão já ver porquê. Fica no chamado morro da Sé, é uma rua antiga onde a burguesia dominava, já no tempo do Marquês de Pombal foi palco de arruaças quando o ditador instituiu a Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro em oposição à enorme quantidade de tasqueiros que havia na cidade e que não viam a coisa com bons olhos. Ficou conhecida por Revolta dos Taberneiros. O escritor portuense Arnaldo Gama relata estas peripécias no seu livro “Um motim há 100 anos”. No blog “A cidade surpreendente” também há uma referência interessante ao caso, “O motim” do poeta António Cabral, post de Carlos Romão, sugiro uma vista de olhos.

Então, na minha geração, esta rua já passou por três fases:
Era eu ainda jovem e a Rua Chã era um local muito concorrido pelo pessoal dos caídos. Os masculinos vinha lá da província das terras que davam pão (agora dão silvados, a agricultura já era), embriagados pela chegada à civilização, apeavam-se do comboio em S. Bento, bebiam um tintol nos tascos que eram por ali abundantes e a seguir iam tirar a barriga de misérias. Era cliché lá na ruralidade que neste oásis civilizacional havia gajas boas comó milho! Os cafés “Royal” e “Derby” (já aqui falei neles noutra altura) eram o prato forte para ao menos encher o olho aos carenciados ou simples passadores do tempo. As pernocas provocadoras faziam furor, tinha chegado a mini-saia e o muro de Berlim tinha sido derrubado, era um ver se te avias na volúpia do desejo. Mais tarde os ditos cafés eclipsaram-se e o “negócio de saias” dissipou-se, foi assentar arraiais para outro lado, ficando por ali apenas uns resquícios.

Foi então nesta rua, a época dos electrodomésticos, que juntamente com a Rua do Loureiro que fica de mão dada, teve grande incremento. Fazia moda quando se queria comprar um rádio para o carro (agora todo o carreco já o traz incorporado), televisor ou frigorífico etc. ir ali que era mais barato segundo se dizia e a oferta era variada.

Actualmente a avalanche, de artigos chineses e indianos, veio tomar conta da rua e as casas de electrodomésticos foram também de malas aviadas. Há no entanto ainda uns lojistas resistentes, doutra era, casas antigas de botões e artigos de sapateiro, que vão fazendo um esforço hercúleo para fazer frente à chinesada. É pois uma rua em constante mutação. Ah! Do lado norte/nascente no enfiamento da Rua Chã mas já na Rua Cimo de Vila o mictório, sempre mal cheiroso é favor, super fedorento, e o mais caricato é que está mesmo ao lado de um fontanário de três bicas a jorrar água, mantém-se imutável!

Fiquem bem com mais estas pinceladas que desenterrei do baú, antónio

PS  Eh gente do curso do magistério, já se inscreveram para o próximo encontro? Não faço parte da comissão organizadora nem me encomendaram o sermão (eu depois mando pedir a comissão), apareçam quando mais não seja para este vosso amigo vos dar um abraço.
(antónio)