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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Apelo

Então, lua prateada e A Paixão por Tudo, não querem dar um ar da vossa graça e aparecerem a publicar algo? Vá lá, não se inibam. Afinal de contas isto é um espaço público. E já que se deram ao trabalho de integrar o lote de autores, sejam capazes de nos presentear com as vossas opiniões, ideias e desafios. Precisamos todos de ocupar algum tempo com estas actividades. Por mim, faria muito gosto em conhecer-vos. Então até breve. Saudações bloguistas do Francisco.

Sem-Abrigo. (c'a gente passa e não te liga...)

Quis saber quem tu eras
E vivendo tu viverás
Enquanto tua morte não vem
Tu vagabundo te revoltas contra alguém.
Teu corpo sangrando
Vês a vida que passa,
Por tudo isto, estou aqui
E ao morrer renasci.
Porque te recordo assim
Vagabundo que dormes ao relento
E vivendo do frio e do vento
Tu que falas do mundo da gente.
Às vezes penso,
Partir é morrer
Agora que também sou vagabundo
E na noite caminho dormindo ao relento,
Vivendo como tu de frio e de vento,
Para mim penso
A pobreza dói mais do que se julga
                                         F. Neto

Pela aldeia versus cidade

Era eu ainda criança e lá pela minha aldeia havia gente verdadeiramente necessitada. Não havia reformas e as pessoas mais frágeis resignavam-se à sua condição de gente com graves carências nem sempre colmatadas pelos familiares também eles depauperados. Salazar tinha dito aos portugueses “livro-vos da guerra mas não da fome” e o povo agradeceu. Havia pobres e esta palavra tem uma carga forte, que andavam a pedir, esfarrapados, de terra em terra, ou porque a sorte nunca os bafejou ou então porque situações adversas se cruzaram nas suas vidas. E aqui estou a recordar-me daquele que ainda conheci, era conhecido por “meio quilo”, a estender a mão pelas festas e feiras das redondezas depois de ter esbanjado toda uma riqueza passageira que granjeara nas minas de volfrâmio de Arouca. Chegou a ter no pós-guerra dois automóveis com chaufer além de propriedades e muita guita. Deambulava na sua volúpia para o casino de Espinho onde, segundo se dizia, a sorte lhe foi madrasta. Aqui abro um parênteses para dizer que o extinto amplo Café Paladium que conheci, na R. Santa Catarina esquina com a Rua Passos Manuel - Porto,  onde hoje funciona um pronto a vestir e a FNAC, era um local de negociatas do volfrâmio.


A foto ao lado que obtive para os lados do Marquês é uma amostra da pobreza de hoje na cidade. É outro tipo de carência talvez afectiva, envergonhada, mas que já não é o pobrezinho esfarrapado da minha infância. Este tem indumentária à maneira e estende a mão de luvas, pois claro. Podíamos ser levados a especular que o nível social dos pobres da cidade está elevado, mas não vamos por esse caminho!

Façam por estar de bem com a vida, antonio