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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Como me senti toupeira!...

O dia estava solarengo, as pessoas andavam na rua de manga curta, apesar de estarmos em pleno Outono. Estava mesmo à maneira uma tarde excelente para a visita aos subterrâneos do Porto.

O grupo, ajuntado pelo nosso amigo Francisco, de capacetes, galochas e lanternas lá se enfiou na vertical no subsolo da Praça 9 de Abril, vulgo Jardim de Arca de Água, após algumas informações de pessoal dos SMAS. Aí vimos as nascentes cuja água é conduzida até à Praça Gomes Teixeira, vulgo Leões.

Ó maravilha!... Fiquei estarrecido, completamente reduzido à expressão mais simples ao pensar que aquela obra de engenharia foi feita há 400 anos!... Além da galeria ao longo de 3 Km ter sido aberta no granito com as ferramentas rudimentares da época, há também a condução da água em caleira de pedra – 3 m cada uma – ao longo de todo o percurso.

Temos a referir que na zona da Lapa o túnel foi inviabilizado devido às apressadas obras do Metro. Até à data a situação mantém-se pois o metro ainda não fez o que lhe compete, repor aquilo que destruiu.

Dizia-me a meio da visita a nossa amiga Odete que aquilo não era para aleijados. E na verdade assim é, tem alguma dureza para citadinos não habituados a estas andanças e não é aconselhável a certas pessoas que sofram de claustrofobia e outras, pois exige alguma perícia quer a andar no chafurdo (as galochas são mesmo indispensáveis)  em passagens estreitas ou demasiado baixas bem como escadas na vertical.

Para mim, aquilo foi canja, como dizem os putos do 1º ciclo, vulgo, primária, estou habituado a entrar nas minas de água – lá na minha parvalheira há muitas.

Quando saí à superfície na Praça Coronel Pacheco, que fica perto de Carlos Alberto, senti-me feliz com o que vi pois até aí andava um bocado acabrunhado por não ter ainda ido às pirâmides do Egipto!...

C/a vossa amizade, antonio