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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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CHAP... CHAP... CHAP...

Era da freguesia de Paranhos mais propriamente da Rua do Covêlo, Zélia, uma mulheraça que gostava de emoções fortes mas ninguém a quilhava. Ao contrário do companheiro, um caga na saquinha cara de cú à paisana que nunca saiu da cepa torta e segundo se dizia um piça mole de nem lá vou nem faço minha, Zélia gostava de enfrentar os touros pelos cornos. Tinha vendido porta a porta, sardinha a pataco, mas agora está bem na vida, a sorte bafejou-a no euro-milhões. Os seus afazeres não lhe tinham dado oportunidade, já há uns tempos, de ir à Baixa. Mas ontem passou por lá até porque lhe tinham dito lagartos e cobras sobre a requalificação da Avenida dos Aliados por Cinza (vamos manter este nome para dar colorido à narrativa) Vieira. Foi o lindo e o bonito!... Ó mulher do caraças!... Avenida acima parecia que tinha enlouquecido. Em voz alta: filhos disto, filhos daquela… o que fizeram aos jardins!... Estava mesmo disposta a subir até à Câmara e dar umas murraças no primeiro que lhe aparecesse. Gente em volta tentava serenar Zélia (menos o autor destas linhas que ñ é propriamente um pacífico nestas coisas) dizendo-lhe que tivesse calma, que tudo aquilo tinha sido feito por gente sabedora que quer o melhor para a cidade! Blá, blá, blá. (eram infiltrados para dizer bem da obra, segundo me apercebi)

Nisto, ouve-se: chap… chap… chap… e todos direccionaram o olhar para o espelho de água! Um, dois, três putos    lançaram - se  para o lago!...

Zélia que até aí espumava de raiva, grita agora ironicamente: Parabéns Cinza Vieira/Rio, o espelho de água afinal tem utilidade!...

C/vossa amizade, antonio