Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Olhar o Porto

Hoje saí aqui de casa não sem antes sondar se havia algum programa destinado para a tarde. Não, não havia.
- Onde vais, foi a pergunta na hora.
- Em princípio, sem destino, vou até ao centro do Porto.
Então meti pés a caminho pela marginal até à Ribeira. Tomei um café numa das esplanadas junto ao Cubo e por aí parei fisicamente mas atento ao bulício da zona. O que observo? Aquilo que já doutras vezes me tenho apercebido. Grupos e mais grupos de maduros, principalmente espanhóis que, e muito bem, nos estão a invadir. É um corrupio quer para os barcos rabelos quer para os autocarros descapotáveis. Além fronteiras, (elas ainda existem?), são os nossos camionistas que também invadem o país vizinho mas aí é para atestar de combustível,  as cisternas dos camiões, não é ao preço da uva mijona mas compensa, para infortúnio dos vendedores de cá da fronteira. Vamos é lutar por um único país ibérico e o resto são tretas.
Depois subi pela Rua dos Mercadores. Um ou outro turista perdido, de brinquinho na orelha e nada mais. Prédios de r/c e mais cinco andares, às moscas. Rua da Bainharia e Rua Escura, a situação é confrangedora e agora com perdidos da sorte com aspecto denunciante. Pela Rua do Souto, (à Viela do Anjo nem me arrisquei cuscar tal é a degradação), entro na Rua Mousinho da Silveira e vejo em bom ritmo a recuperação do edificado, bem como na Rua das Flores. Fica-me uma dúvida, depois de tudo recuperado haverá possibilidade de trazer novamente as pessoas para a cidade? É complicado, se nos lembrarmos que por exemplo a intervenção na praça de Lisboa há 15 anos foi muito aplaudida e deu o que se sabe. A Praça Duque da Ribeira, junto à citada Viela do Anjo, intervenção no tempo do Presidente Fernando Gomes, está num caco!
Subo a Rua 31 de Janeiro e então entro na Rua de Santa Catarina onde aí se sente o pulsar da cidade. Deste arrazoado o que pretendo dizer é que há um Porto diurno a duas velocidades. É pena que as ruas do morro histórico da Civitas que numa cidade que se preza deviam ser aquelas que mais apelação ofereceriam ao turista, estejam assim tão desérticas! A nossa sociedade de consumo ainda não conseguiu ultrapassar estas disparidades.
 

 

    Fiquem bem, antonio

Comentar:

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.