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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Histórias da guerra - VIII

Às vezes faço uma retrospectiva da minha vida e dou por mim ora perdido no interior de Angola em Quicabo no primeiro ano da comissão militar ora na simpática vila do Ambriz, no segundo ano, situada à beira mar onde já se respirava alguma civilização.
A pasmaceira do aquartelamanto de Quicabo dum furriel miliciano que se movimentava dentro do arame farpado era interrompida por uns dias de licença em Luanda. Regressar à civilização era um luxo e esses dias sabiam a mel. Que saudades da baixa de Luanda na cervejaria “Portugália” ou noutra esplanada marisqueira cujo nome já me escapa, ficava junto ao edifício central dos Correios. Aqui recordo as mesas de mármore e todas tinham um martelinho de madeira para o cliente partir a carapaça dos mariscos geralmente caranguejos. Era um ver se te avias com a cerveja CUCA ou NOCAL e com as vistas da baía ali a dois passos a encher o olho!... Muitas vezes o pessoal também alapava no Cacuaco, ficava entre Luanda e Caxito, onde o marisco abundava.
A guerra, essa tinha ficado lá longe, ou nem tanto, pelo norte de Angola com intervenções esporádicas da guerrilha. A Quicabo chegava-se por uma picada a partir do Caxito. Visionei aqui na Internet num site que o alcatrão tinha lá chegado em 1972. Era ali onde ficava o comando do Batalhão com companhias em Balacende e Fazenda Maria Fernanda. Era então em Quicabo que os sucessivos Batalhões iam deixando os nomes dos mortos em combate gravados em singelos monumentos. O da imagem que estava (estará ainda?) à entrada da povoação era do Batalhão de Caçadores 325 que por lá tinha anteriormente estado, (já aqui mostrei o do Batalhão de Cavalaria 1883). Tenho de memória que um dos militares falecidos no 325 tinha sido antigo jogador ou alguém ligado ao F.C.Porto. Quem souber poderá dar aqui uma ajuda do mesmo modo gostaríamos de saber o testemunho de alguém que tenha visitado no pós-guerra esses locais.


Com as minhas saudações, antonio

3 comentários

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    amandio fernandes 23.08.2014 09:50

    ESTIVE EM QUICABO, NO ANO DE 1964, DURANTE POUCO TEMPO PORQUE FUI EVACUADO POR DOENÇA. O MEU BATALHAO ERO O DE ARTILHARIA 701, QUE FOI RENDER O BAT. CACADORES 477. O 701 FOI RENDIDO PELO 1753. EM QUICQBO HQVIA UM MONUMENTO A DANIEL SEZABO, FILHO DUM ANTIGO TREINADOR HUNGARO, JOSE SEZABO. TANTO QUANTO MR RECORDO A CAMP DELE ERA NO CEMITERIO DO CAXITO.
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    amandio fernandes 23.08.2014 09:52

    SO QUERO FAZER UMA CORRECAO. NAO ERA O BATALHAO DE ART. 1753, MAS O 753.
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