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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Pela ruralidade - CXC(Encontro de pastores no Montemuro)

Encontro de pastores com os seus rebanhos de cabras e ovelhas devidamente enquadrados por cachorros, bem como manadas de gado vacum e récuas de equídeos, em plena serra do Montemuro.

 

Tinha eu neste sábado programado ir até à Gralheira, aldeia montemurenha, saborear um cozido à portuguesa. Marquei antecipadamente para as 13 horas, antes passei pelo monte de S. Pedro do Campo – Tendais, e sem contar encontro pessoal a rodos muitos de pau à boa maneira serrana, em volta duma tenda gigante onde já se preparavam pratos, talheres, copos e que mais direi eu, para os comes. Indaguei o que ali estaria para acontecer e a resposta foi-me entusiasmante, encontro de pastores com os seus rebanhos e gente que gosta do meio rural. Sendo eu um citadino tenho também intrínseco nas veias a minha ruralidade.

Quem patrocina? A Câmara municipal de Cinfães para quem vai o meu apreço por esta iniciativa de dinamizar o espírito associativo desta gente que bem precisa, e concomitantemente manter as tradições.

(Na imagem um dos rebanhos de Paradela, Nespereira, tinha saído da localidade às 7 horas e chegou cerca das 11 horas)

20180811_113008.jpgA. Gonçalves (antonio)

 

Pela ruralidade - CLXXXIX(antes era assim)

 

Os mais velhos testemunharam a miséria que havia no passado, e aqui podemos dizer como ponto de referência a data do 25 de Abril de 1974.

Portugal era um país eminentemente rural e a maior parte das pessoas viviam da agricultura. Mesmo nas terras mais pobres como aquela onde nasci, até as mais minúsculas leiras eram trabalhadas. Podemos dizer que havia os donos das terras, os caseiros e alguns cabaneiros. Não havia reformas no mundo rural, as pessoas quando chegavam perto do fim da vida, vegetavam.

Na terra onde nasci havia pobres de pedir e outros doutras terras que vinham em determinado dia “dar a volta”. O dinheiro vivo escasseava e então normalmente dava-se uma covilhete avantajado de milho, centeio, feijão menos.

Na festa anual lá da terra, que se celebra no dia de Pentecostes (cinquenta dias depois da Páscoa), Senhor dos Enfermos, era uma chusma de pedintes que se posicionavam na principal entrada para o arraial. Se recuarmos mais de cem anos, veja-se o que dizia o jornal Primeiro de Janeiro, em 1903, referindo-se a esta festividade:

“Levando à cabeça o farnel ou a trouxa com os chinelos, famílias inteiras, pais e avós, com a andaina domingueira, as velhotas troteando, a transpirar, e a filharada em legiões de pequenos demonicos gárrulos, todos ufanos por transportarem, a tiracolo, a colossal borracha contendo no seu rotundo bojo de pele de cabra o vinho bastante para essas borracheiras. Já então se via, pela borda dos caminhos, uma legião de mendigos e de atrojados, pormenor essencial desta romaria”. E mais adiante “ e depois a chuva de mendigos, de aleijados”

Aquilino Ribeiro que retrata o meio rural da Beira Alta, no seu livro “Terras do Demo” (1917), ao falar da festa “Senhora da Lapa”, Sernancelhe:

“Dali até ao povo, em linha da rampa, os pobres eram mais que o cisco. Assentes sobre taleigos, os surdo-mudos pareciam marcos de baliza à espera que os distribuíssem pelos campos; já os entravadinhos tinham avantado para o meio da estrada, sobre os cotos das mãos ou as pernas engatinhadas, algumas secas como cabos de faca, e deitavam a lamúria:

- Ó meus ricos senhores, dai a esmola ao aleijadinho! Olhaide para a minha triste sorte!

Outros, no meio de mondongos, punham ao léu as chagas cancerosas, mais roxas que as do santo Cristo, e charqueiros de putreia onde bichos reboludos, de cinta branca, e a mosca vareja vasculhavam. E berravam que o céu tremia:

- Ó alminhas caridosas, dai cinco reisinhos ao desinfeliz!

Os ceguinhos de nascença, de olhos vidrados, gemiam uma cantilena lenta e interminável como a noite que os envolvia:

- Pela luz dos vossos olhos dai uma esmolinha ao ceguinho!

E os entravados e enfezados, de cabeça de alambique e corpo menineiro….”

 

  Ant. Gonç. (antonio)

47.º aniversário de curso VI

Álbum fotográfico do encontro comemorativo do 47.º aniversário do curso de 1969/71 da Escola do Magistério Primário do Porto, realizado em Cinfães do Douro, em 19 de Maio de 2018. Este álbum reúne fotografias de Ana Maria MatosConstanca AlvesZélia Carminda Neves Sousa e Francisco Sousa Rodrigues. Título da música que acompanha as imagens: MALHÃO DE CINFÃES. Não referi isso no vídeo porque parti do princípio que toda a gente a conhece. As interpretações são de Amália Rodrigues, Os Cavaquinhos d'Alcântara do Porto, Maria Lisboa e Os Cavaquinhos do Marquês.

 

O tempo que passa!...

 

Normalmente passo os fins de semana com alguma calmaria. Mas neste último tive que me dividir, quer no sábado com almoço de curso em Cinfães, no domingo encontro de combatentes em Viseu e ainda tive de sobra na terra a festa anual do senhor dos enfermos, a maior romaria do concelho de Cinfães.

Um grupo de septuagenários reúne-se anualmente, desta vez foi no domingo na cidade de Viseu. Eram jovens na flor da idade quando foram mandados para o interior de Angola defender a pátria, como se dizia. Faziam parte do batalhão de caçadores nº 1910, que de 1967/69 foram despachados para a “província” atrás referida. Quando passaram à peluda e regressaram ao puto, encontram-se normalmente na região centro do país, donde era aliás o grosso do bat.

Agora na madureza da vida recordam as peripécias vividas naqueles dois anos, umas boas, outras assim assim, mas sempre com a boa disposição de ainda cá estarmos. Estórias de batismo de fogo, burros do mato atascados na picada, golpes de mão de madrugada, segurança aos MVL, enfim um desfilar de momentos menos bons.

Como o tempo passa e nós ainda a remar contra a maré, dizia-me um camarada num otimismo salutar. Outros mais abatidos vão acusando os azares da vida, mas vão marcando presença.

Glossário (para quem não andou nestas andanças)

- peluda – passar à disponibilidade

- puto – Portugal Continental visto de Angola

- batismo de fogo – ataque aos militares recém chegados a Angola

- burro do mato – veículo Unimog todo o terreno

- golpes de mão – ataque surpresa a um acampamento inimigo

- MVL – movimento de dezenas de camiões que levavam víveres de Luanda para o interior de Angola, escoltados por militares.

 

Ant.Gonç. (antonio)

47.º aniversário de curso V

Estimados colegas:
Aqui está a passagem de testemunho, da Comissão Organizadora do evento comemorativo do 47.º aniversário de curso, realizado em Cinfães, para a Comissão Organizadora do evento comemorativo do 48.º aniversário de curso, a realizar no 3.º sábado de Maio de 2019, como está redigido em ata, mais concretamente em 18 de Maio de 2019. A Comissão Organizadora é da Apúlia/Esposende e é constituída, para já, pelas nossas colegas Clarminda Cruz e Maria Odete Da Silva.
Que todos tenhamos saúde para nos encontrarmos no 48.º aniversário.

19mai2018

Na onda das telhas

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Na onda das telhas...

 

Que o grão mestre, fundador do cubismo, Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno Maria de los Remedios Cipriano de la Santíssima Trinidad Ruiz y Picasso, perdoe a plagiária.

Numa tentativa de o igualar, deu-lhe na telha, de abusivamente, plagiar uma das suas obras. Certamente, nem vai dar conta do rapto, tantas são as suas maravilhosas obras- primas.

 

Benilde

 

47.º aniversário de curso III

Estimados colegas:
Hoje são 30/04/2018 e acabo de receber o convite para o evento comemorativo do 47.º aniversário do nosso curso.
Parabéns à Comissão Organizadora. Oxalá consigam cumprir o programa pois duas visitas de estudo pela manhã, não sendo uma tarefa impossível, é arrojada. Passarei a conhecer um pouco mais de Cinfães. Os meus agradecimentos à Comissão Organizadora.

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47.º aniversário de curso II

Olá, estimados colegas.
Hoje são 11 de Abril de 2018 e acabo de telefonar ao nosso colega José António Ferreira, visto que o telefone do nosso colega José Manuel Pereira Pinto me mandou, de imediato, para a caixa de correio.
E o que é que o nosso colega José António me disse?
Que amanhã, quinta-feira, 12/04/2018, reunir-se-iam, ele mais o José Manuel Pereira Pinto e o Albérico Camelo, para definir o programa de festas para o encontro comemorativo do 48.º aniversário do nosso curso, a realizar em Cinfães, de acordo com o que está em ata, no dia 19 de Maio de 2018.
Assim sendo, presumo que a Comissão Organizadora deste evento seja constituída por estes três nossos colegas.
Estou certo ou errado na minha presunção?

COMISSÃO ORGANIZADORA 2018