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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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OLHAR O PORTO

Mais uma visita à cidade sob a batuta do conceituado historiador Germano Silva, sob o patrocínio da congregação dos Clérigos, do JN e com a companhia do rancho folclórico do Porto.

O ponto de partida foi no jardim botânico que tem muito a ver com a poetisa Sofia de Mello Breyer. Fica no Campo Alegre, onde a série de palacetes têm muito a ver com os ingleses que, segundo o historiador, gostavam de ficar ali perto do rio Douro. Os britânicos tiveram sempre uma atenção pelo Porto, mas não só, veja-se como desenvolveram as vinhas do Alto Douro. A burguesia inglesa trouxe as camélias, no séc. XVII, planta nobre que floresce no Inverno. Depois viemos pela rua D. Estefânia, mulher de D. Pedro V. Júlio Dinis no seu livro “uma família inglesa” fala também nos palacetes desta rua. Depois sempre atrás da pedalada do veterano historiador, estivemos junto à casa da conceituada falecida Augustina Bessa Luís, donde se avista o encantador rio Douro. Metemos depois por uns quelhos que vieram dar à rua da Pena (é preciso seguir o rasto de Germano Silva para conhecer o Porto na sua essência). Finalmente fomos até ao “palácio de Cristal” e aí o veterano historiador referiu que a capela que está ao fundo da avenida das tílias, lado esquerdo, é anterior ao verdadeiro palácio de cristal, que foi desmantelado e aí construíram aquela calote esférica, sem jeito.

Finalmente cumpre-me realçar o aspeto humorístico do historiador, mete sempre umas buchas onde entra sempre a faceta feminina nas suas piadas.

(a imagem é do palacete do jardim botânico)

Ant. Gonç. (antónio)

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Olhar o Porto

Passo a passo com Germano Silva

No domingo o tema da visita à cidade com o veterano historiador, já por aqui falei na pedalada física e mental de Germano Silva, bem como o rancho folclórico do Porto e também o patrocínio do JN, foi sobre a cidade dos ofícios.

É sabido que antigamente as diversas profissões estavam agrupadas em confrarias, normalmente com sede nas capelas. Logo ali na praça da Batalha havia a confraria dos sirgueiros, que trabalhavam a seda, na capela de Nossa Senhora da Batalha. Todas as diversas profissões se englobavam, tanoeiros, latoeiros e muitas outras se englobavam na procissão do santo Cristo. A capela dos alfaiates que estava em frente à Sé foi mudada para a entrada da rua do Sol nos anos quarenta, para alargamento do atual Terreiro da Sé. Fomos descendo e já no largo primeiro de Dezembro havia a capela de Nossa Senhora do Penedo. Passamos ao lado da rua Chã, rua Chã das Eiras, pois era aí onde os cónegos colocavam o cereal para secar. Descemos pelo miolo histórico e passamos pela rua dos Pelames, onde havia muitos artífices a tratar das peles, a seguir pela rua da Bainharia, antigamente rua dos Ferraris (tinha a ver com ferros), onde se faziam bainhas e espadas daí esse nome. A rua dos Caldeireiros onde havia muitos artífices a trabalharem o cobre nomeadamente pulverizadores, alambiques e outros utensílios de latão. Ainda é do meu tempo passar nessa rua e ouvir o batuque na latoaria. Mais abaixo entramos no pátio de S. Salvador, à rua de Mouzinho da Silveira.

Chegamos depois à praça do Infante D. Henrique, com mais alguns conhecimentos sobre a cidade.

Ant. Gonç. (antonio)

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(Em primeiro plano o historiador Germano Silva e António Fernandes, presidente do rancho folclórico do Porto)

...

Encontro de veteranos de guerra

Ontem foi o encontro dos elementos do Batalhão de Caçadores 1910, que esteve presente em Angola de 1967/69, na Penha Guimarães. Normalmente este encontro realiza-se na região centro do país, até porque os bacanos são das várias regiões.

Faz precisamente 50 anos que voltamos a pisar solo pátrio, com a chegada a Lisboa do navio Vera Cruz, que tinha sido adaptado para transporte de tropas. Gente bem madura que mais uma vez se vai reunindo, lembrando aqueles episódios que mais marcaram, por terras pelo interior de Angola. A idade vai pesando, e se uns já partiram, outros estão incapacitados para comparecer, no entanto a boa disposição dos presentes é salutar. Muitos compareceram com família (esposa, filhos e netos).

Quero aqui testemunhar o empenho de camaradas, o Batista de Guimarães e o Gabriel de Viseu, que são dois pilares da organização destes eventos.

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Ant. Gonç. (antonio)

Pela ruralidade - Romaria do Senhor dos Enfermos

Romaria do Senhor dos Enfermos

É uma festa religiosa que já vem do século XVIII, (embora até ao séculoXIX tinha a designação, senhora dos prazeres) que se realiza no dia de Pentecostes, em Macieira, terra das minhas raízes, freguesia de Fornelos, Cinfães – a maior romaria deste concelho.

Vou falar desta romaria na primeira metade do século XX. Dizia o célebre escritor Aquilino Ribeiro, no seu livro “Aldeia: terra, gente e bichos” em 1946: “os meses das festas são simultaneamente os meses dos pobres”. E aqui reporto-me para esta festa, com factos que são ainda do meu tempo, a principal entrada para a romaria estava apinhada de gente a quem a sorte não bafejou, a pedir uma esmolinha – aleijados, cegos, idosos, enfim gente muito pobre. Aproveitando a onda havia também gente duma etnia, que fazendo-se aleijadinhos, também se misturavam com os verdadeiros pedintes.

Voltando a Aquilino Ribeiro no seu livro “Terras do Demo”, em 1917, descreve a romaria da Senhora da Lapa em Sernancelhe, uma das maiores festividades ainda hoje na Beira Alta:

“- Ó meus ricos senhores, dai uma esmolinha ao aleijadinho! Olhaide para a minha triste sorte! – Ó almas caridosas dai cinco reisinhos ao desinfeliz! -Pela luz dos vossos olhos dai uma esmolinha ao ceguinho!”

Voltando agora à festa da minha terra, era impressionante a religiosidade dos que vinham lá da serra, alguns com um animal pela soga, normalmente com uma vaca (e aqui vê-se que havia entre os rurais e o gado uma ligação muito intrínseca, se a vaca teve um bom parto ou se criou uma cria perfeita), fazer a romaria à volta da capela, mais tarde houve proibição e os devotos vinham fora dos dias da festa. Outros vinham com um garoto de pomada, leia-se garrafão, e a mulher normalmente com uma condessa onde trazia os comes. Emborcavam umas canecas de verdasco e já mais para o fim do arraial armavam confusão, romaria onde não houvesse pancadaria, era raro. Dizia o “Comercio do Porto” em 1896: os romeiros esvaziaram muitas pipas de vinho. E em 1934, mais de oito pipas de vinho foram esvaziadas. Isto vem no seguimento do que se dizia no antigo regime que beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses. Quando o calor apertava também havia um aguadeiro, com um cântaro forrado a cortiça.  Dois dias antes da festa, matava-se uma vaca, ou boi, no logradouro, era pendurada numa forte ranca de um sobreiro, aí era retalhada, vinha gente comprar. Do meu tempo de rapazinho, a estrada tinha chegado em 1935, apareceram o carroussel com uns cavalinhos, mais tarde veio o poço da morte e as cestas.

Só mais um pormenor, no fim da festa, como era habitual o uso de cobertura na cabeça, levavam uma estampa do senhor dos Enfermos, metida na fita que rodeava o chapéu.

A minha veteraneidade e a busca sobre esta romaria apeteceu-me aqui e agora lembrar.

(O centenário sobreiro da imagem, secou. Era um ex-libris do santuário)

Ant. Gonç. (antonio)

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48.º aniversário de curso # 11

Esta é a minha singela homenagem às minhas colegas Clarminda CruzMaria Laurentina Magalhaes e Alberta Sampaio que organizaram uma maravilha de evento a que eu chamo de APÚLIA'19, comemorativo do 48.º aniversário de curso. Todas as músicas são do GRUPO INFANTIL DOS SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA e foram tocadas na sua apresentação no evento.
O meu MUITO OBRIGADO, colegas.

 

48.º aniversário de curso # 10

48.º aniversário de curso # 13
Restaurante Camelo, Apúlia, Esposende. Foram 60 os presentes que cantaram os PARABÉNS ao curso que está a comemorar 48 anos. Aqui está registada a passagem de testemunho, ou seja, a comissão cessante cede lugar à comissão organizadora do evento de 2020, no 3.º sábado de Maio. Parabéns à comissão cessante, formada por Clarminda CruzMaria Laurentina Magalhaes e Alberta Sampaio. Votos de BOA SORTE e de muita saúde às colegas da comissão de 2020, Porcina CameloGeninha Taveira e Cassilda Oliveira.

 

48.º aniversário de curso # 9

48.º aniversário de curso # 10
Restaurante Camelo, Apúlia, Esposende. Foram 60 os presentes. E eis o privilégio que foi concedido a todos: serem convidados pelo GRUPO INFANTIL OS SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA a juntar-se ao VIRA MINHOTO. Parabéns ao grupo infantil e Parabéns à Comissão Organizadora, formada por Clarminda CruzMaria Laurentina Magalhaes e Alberta Sampaio.

 

48.º aniversário de curso # 8

48.º aniversário de curso # 6
Restaurante Camelo, Apúlia, Esposende. Foram 60 os presentes. E eis o privilégio que foi concedido a todos: assistir ao desempenho do GRUPO INFANTIL OS SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA. Parabénsao grupo infantil e Parabéns à Comissão Organizadora, formada por Clarminda CruzMaria Laurentina Magalhaes e Alberta Sampaio.

 

48.º aniversário de curso # 6

48.º aniversário de curso # 4
Restaurante Camelo, Apúlia, Esposende. Foram 60 os presentes. E eis o momento em que todos são presenteados com a entrada do GRUPO INFANTIL OS SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA. Parabénsao grupo infantil e Parabéns à Comissão Organizadora, formada por Clarminda CruzMaria Laurentina Magalhaes e Alberta Sampaio.