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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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2.ª Peregrinação a Fátima

2.ª Peregrinação a Fátima

Olá, estimados colegas. Na terça-feira, 21 de Janeiro de 2020, estamos precisamente a 2 meses da realização da 2.ª Peregrinação a Fátima, conforme foi deliberado no 5.º almoço de Natal, em 7 de Dezembro de 2019. Na verdade, não conheço nenhum curso como o nosso, capaz de reunir colegas 3 vezes por ano: Peregrinação a Fátima, Encontro anual e Almoço de Natal. Estimadas colegas Maria Carolina Lopes SousaPorcina Camelo e Zélia Carminda Neves Sousa, vamos arregaçar as mangas e meter as mãos à farinha. Por mim, além desta lembrança aqui deixada, vou copiar este texto para o grupo do whatsapp. Em seguida, enviarei mensagens escritas a todos. Claro que no facebook do Magistério também já publiquei.

Abraço para todos.

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Memórias

O historiador Germano Silva num dos seus últimos livros "Porto, profissões (quase) desaparecidas", aborda nomes de ruas que têm a ver com as profissões que aí se desenvolviam. Estamos a falar no centro histórico do Porto. Rua dos Pelames onde trabalhavam as peles; rua do Souto onde havia árvores sobretudo castanheiros; rua da Bainharia onde se fabricavam espadas e bainhas; praça da Cordoaria, vulgo, onde se fabricavam as cordas para os navios; rua dos Caldeireiros, esta ainda é do meu tempo quando por lá passava ouvia o martelar nos utensílios de cobre; rua dos Mercadores e mais… Todas estas profissões agrupavam-se em confrarias e irmandades que participavam na procissão "Corpus Cristi", que se realizava no Porto desde o séculoXII. Atualmente esta procissão não tem o impacto que tinha nessa época.

 

Ant. Gonç. (antonio)

5.º almoço de Natal # 3

Este é discurso que eu deveria ter feito e não fiz, em 7 de Dezembro de 2019, durante o nosso V almoço de Natal, enquanto estava sóbrio e bem compostinho, de fato e gravata:

"Estimadas colegas e familiares aqui presentes:

Não posso deixar de vos endereçar uma palavra de gratidão, pela vossa presença. Sabendo quão difícil foi, para alguns de nós, estar aqui hoje, mais uma razão tenho para vos agradecer. Agradecer também, do fundo do coração, a vossa paciência em aceitar tudo o que a comissão organizadora efetuou. Sinto-me particularmente contente com o facto de saber que o número de colegas aqui presente é precisamente igual ao número de colegas que justificaram a sua ausência, pelos mais variados motivos. Isso significa que, se os ausentes pudessem vir, teríamos a sala só para nós e enchê-la-íamos. Termino com estas duas palavras: MUITO OBRIGADO."

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5.º almoço de Natal # 2

Os alunos do curso de 1969/71 da ex-Escola do Magistério Primário do Porto realizaram o 5.º almoço de Natal, em 7 de Dezembro de 2019. O repasto ocorreu no restaurante Porto d'Honra, situado no Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto, na Rua Alves Redol, 292, Porto. As inscrições totalizaram 39 pessoas. Antes de passarmos à sala de refeições, dedicámos um minuto de silêncio aos colegas que já partiram, tendo entoado de seguida o cântico O MENINO ESTÁ DORMINDO. Durante a tarde, a Confraria dos Doces de Paranhos marcou presença, tendo apresentado a missão em que os seus confrades estão empenhados, a de promover e divulgar os Doces de Paranhos e tendo justificado a forma como trajam. Todos os presentes degustaram os Doces. Para distribuir as prendas que todos trouxeram, tivemos a presença do Pai Natal. Foi uma jornada de agradável e são convívio. Muito obrigado a todos os colegas que quiseram estar presentes. Agradecimento pela partilha das fotografias a Clarminda Cruz, Francisco Rodrigues, Helena Lemos, Hermínia Abelenda, Maria Porcina, Odete Amorim e Zélia Sousa.

5.º almoço de Natal # 1

Estimados colegas:

Cumprindo o que está exarado em ata, vamos realizar no dia 7 de Dezembro de 2019 o 5.º almoço de Natal. A comissão organizadora apresenta o programa:

12:30 - Concentração no Restaurante Porto d'Honra, Rua de Alves Redol, 292, 4050-042 Porto.

12:35 – Receção das prendinhas e sessão de boas-vindas.

12:45 - Homenagem aos colegas falecidos e entoação de um cântico de Natal. (O MENINO ESTÁ DORMINDO)

13:00 - Abordagem às entradas, sendo servidos salgadinhos variados (chamuças, fogaças de camarão, ríssóis de carne, ABC's, trouxas árabes e tâmaras com bacon), acompanhados por Favaios, sumo e água. Creme de legumes. Bacalhau com broa (não é bacalhau à posta) ou, em alternativa, arroz de pato. Os colegas vegetarianos têm de avisar. Serão servidos vinhos verde branco, maduro branco e tinto, sumo e água. A sobremesa será salada de frutas OU leite creme. O bolo-rei, confecionado na casa, será acompanhado por Vinho do Porto para brindar. Finalmente, tomaremos o café.

16:00 – Distribuição das prendinhas.

As inscrições serão feitas por transferência bancária de € 22,50 por pessoa, até ao dia 25 de Novembro.

IBAN-PT50003503100000757240041-Francisco Rodrigues

CGD - 0310007572400

Todos os esclarecimentos podem ser obtidos pelo 919003994 - Francisco Rodrigues. Como sabem, não há dificuldade de estacionamento.

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OLHAR O PORTO

Mais uma visita à cidade sob a batuta do conceituado historiador Germano Silva, sob o patrocínio da congregação dos Clérigos, do JN e com a companhia do rancho folclórico do Porto.

O ponto de partida foi no jardim botânico que tem muito a ver com a poetisa Sofia de Mello Breyer. Fica no Campo Alegre, onde a série de palacetes têm muito a ver com os ingleses que, segundo o historiador, gostavam de ficar ali perto do rio Douro. Os britânicos tiveram sempre uma atenção pelo Porto, mas não só, veja-se como desenvolveram as vinhas do Alto Douro. A burguesia inglesa trouxe as camélias, no séc. XVII, planta nobre que floresce no Inverno. Depois viemos pela rua D. Estefânia, mulher de D. Pedro V. Júlio Dinis no seu livro “uma família inglesa” fala também nos palacetes desta rua. Depois sempre atrás da pedalada do veterano historiador, estivemos junto à casa da conceituada falecida Augustina Bessa Luís, donde se avista o encantador rio Douro. Metemos depois por uns quelhos que vieram dar à rua da Pena (é preciso seguir o rasto de Germano Silva para conhecer o Porto na sua essência). Finalmente fomos até ao “palácio de Cristal” e aí o veterano historiador referiu que a capela que está ao fundo da avenida das tílias, lado esquerdo, é anterior ao verdadeiro palácio de cristal, que foi desmantelado e aí construíram aquela calote esférica, sem jeito.

Finalmente cumpre-me realçar o aspeto humorístico do historiador, mete sempre umas buchas onde entra sempre a faceta feminina nas suas piadas.

(a imagem é do palacete do jardim botânico)

Ant. Gonç. (antónio)

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Olhar o Porto

Passo a passo com Germano Silva

No domingo o tema da visita à cidade com o veterano historiador, já por aqui falei na pedalada física e mental de Germano Silva, bem como o rancho folclórico do Porto e também o patrocínio do JN, foi sobre a cidade dos ofícios.

É sabido que antigamente as diversas profissões estavam agrupadas em confrarias, normalmente com sede nas capelas. Logo ali na praça da Batalha havia a confraria dos sirgueiros, que trabalhavam a seda, na capela de Nossa Senhora da Batalha. Todas as diversas profissões se englobavam, tanoeiros, latoeiros e muitas outras se englobavam na procissão do santo Cristo. A capela dos alfaiates que estava em frente à Sé foi mudada para a entrada da rua do Sol nos anos quarenta, para alargamento do atual Terreiro da Sé. Fomos descendo e já no largo primeiro de Dezembro havia a capela de Nossa Senhora do Penedo. Passamos ao lado da rua Chã, rua Chã das Eiras, pois era aí onde os cónegos colocavam o cereal para secar. Descemos pelo miolo histórico e passamos pela rua dos Pelames, onde havia muitos artífices a tratar das peles, a seguir pela rua da Bainharia, antigamente rua dos Ferraris (tinha a ver com ferros), onde se faziam bainhas e espadas daí esse nome. A rua dos Caldeireiros onde havia muitos artífices a trabalharem o cobre nomeadamente pulverizadores, alambiques e outros utensílios de latão. Ainda é do meu tempo passar nessa rua e ouvir o batuque na latoaria. Mais abaixo entramos no pátio de S. Salvador, à rua de Mouzinho da Silveira.

Chegamos depois à praça do Infante D. Henrique, com mais alguns conhecimentos sobre a cidade.

Ant. Gonç. (antonio)

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(Em primeiro plano o historiador Germano Silva e António Fernandes, presidente do rancho folclórico do Porto)

...

Encontro de veteranos de guerra

Ontem foi o encontro dos elementos do Batalhão de Caçadores 1910, que esteve presente em Angola de 1967/69, na Penha Guimarães. Normalmente este encontro realiza-se na região centro do país, até porque os bacanos são das várias regiões.

Faz precisamente 50 anos que voltamos a pisar solo pátrio, com a chegada a Lisboa do navio Vera Cruz, que tinha sido adaptado para transporte de tropas. Gente bem madura que mais uma vez se vai reunindo, lembrando aqueles episódios que mais marcaram, por terras pelo interior de Angola. A idade vai pesando, e se uns já partiram, outros estão incapacitados para comparecer, no entanto a boa disposição dos presentes é salutar. Muitos compareceram com família (esposa, filhos e netos).

Quero aqui testemunhar o empenho de camaradas, o Batista de Guimarães e o Gabriel de Viseu, que são dois pilares da organização destes eventos.

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Ant. Gonç. (antonio)

Pela ruralidade - Romaria do Senhor dos Enfermos

Romaria do Senhor dos Enfermos

É uma festa religiosa que já vem do século XVIII, (embora até ao séculoXIX tinha a designação, senhora dos prazeres) que se realiza no dia de Pentecostes, em Macieira, terra das minhas raízes, freguesia de Fornelos, Cinfães – a maior romaria deste concelho.

Vou falar desta romaria na primeira metade do século XX. Dizia o célebre escritor Aquilino Ribeiro, no seu livro “Aldeia: terra, gente e bichos” em 1946: “os meses das festas são simultaneamente os meses dos pobres”. E aqui reporto-me para esta festa, com factos que são ainda do meu tempo, a principal entrada para a romaria estava apinhada de gente a quem a sorte não bafejou, a pedir uma esmolinha – aleijados, cegos, idosos, enfim gente muito pobre. Aproveitando a onda havia também gente duma etnia, que fazendo-se aleijadinhos, também se misturavam com os verdadeiros pedintes.

Voltando a Aquilino Ribeiro no seu livro “Terras do Demo”, em 1917, descreve a romaria da Senhora da Lapa em Sernancelhe, uma das maiores festividades ainda hoje na Beira Alta:

“- Ó meus ricos senhores, dai uma esmolinha ao aleijadinho! Olhaide para a minha triste sorte! – Ó almas caridosas dai cinco reisinhos ao desinfeliz! -Pela luz dos vossos olhos dai uma esmolinha ao ceguinho!”

Voltando agora à festa da minha terra, era impressionante a religiosidade dos que vinham lá da serra, alguns com um animal pela soga, normalmente com uma vaca (e aqui vê-se que havia entre os rurais e o gado uma ligação muito intrínseca, se a vaca teve um bom parto ou se criou uma cria perfeita), fazer a romaria à volta da capela, mais tarde houve proibição e os devotos vinham fora dos dias da festa. Outros vinham com um garoto de pomada, leia-se garrafão, e a mulher normalmente com uma condessa onde trazia os comes. Emborcavam umas canecas de verdasco e já mais para o fim do arraial armavam confusão, romaria onde não houvesse pancadaria, era raro. Dizia o “Comercio do Porto” em 1896: os romeiros esvaziaram muitas pipas de vinho. E em 1934, mais de oito pipas de vinho foram esvaziadas. Isto vem no seguimento do que se dizia no antigo regime que beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses. Quando o calor apertava também havia um aguadeiro, com um cântaro forrado a cortiça.  Dois dias antes da festa, matava-se uma vaca, ou boi, no logradouro, era pendurada numa forte ranca de um sobreiro, aí era retalhada, vinha gente comprar. Do meu tempo de rapazinho, a estrada tinha chegado em 1935, apareceram o carroussel com uns cavalinhos, mais tarde veio o poço da morte e as cestas.

Só mais um pormenor, no fim da festa, como era habitual o uso de cobertura na cabeça, levavam uma estampa do senhor dos Enfermos, metida na fita que rodeava o chapéu.

A minha veteraneidade e a busca sobre esta romaria apeteceu-me aqui e agora lembrar.

(O centenário sobreiro da imagem, secou. Era um ex-libris do santuário)

Ant. Gonç. (antonio)

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48.º aniversário de curso # 11

Esta é a minha singela homenagem às minhas colegas Clarminda CruzMaria Laurentina Magalhaes e Alberta Sampaio que organizaram uma maravilha de evento a que eu chamo de APÚLIA'19, comemorativo do 48.º aniversário de curso. Todas as músicas são do GRUPO INFANTIL DOS SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA e foram tocadas na sua apresentação no evento.
O meu MUITO OBRIGADO, colegas.