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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Pela ruralidade - CLXXXIII(o lavadouro)

Indo na peugada do excelente artigo que Benilde aqui postou, vou também mais uma vez recorrer à ruralidade da terra que me viu parir.

O tema que aqui trago tem também os mesmos binómios das lavadeiras, muitas veteranas, com a serra afiada, e que muitas vezes descambavam com o cio mental a falar de fulano e de sicrana. Era assim por todo o interior, quer fosse no lavadouro, no barbeiro ou no ferreiro, eram centros da coscuvilhice vista aos dias de hoje, mas que tinham uma função de divulgação e partilha da vida das pessoas.

Na aldeia a vida era comunitária e daí o lavadouro da imagem que recentemente reconstruí, (manter as memórias foi sempre o meu lema) sendo particular era tacitamente usufruído pelas residentes do lugar que aí quisessem lavar os lençois linhosos, as ceroulas, os coturnos de lã de ovelha, as camisas de estopa, os tabaqueiros ou um ou outro bragal, etc.

Por documentos antigos este lavadouro, alimentado por uma extensa mina que teve de ser encapelada em pontos onde estava fragilizada, já existia no século XIX, agora com a cara lavada vai ficar testemunho duma época que também ainda foi da minha geração.

(Como o pequeno tanque tinha também a função de rega tem um engenho para abrir sem ajuda humana e um tufo)

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 Ant.Gonç.

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