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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

46.º aniversário de curso III

Estimados colegas

É com todo o gosto que vos apresento a Comissão Organizadora do evento comemorativo do 46.º aniversário do nosso curso, a realizar, como sabem, na Quinta da Casa do Pinheiro, Canelas, Penafiel, em 27 de Maio de 2017.
Os elementos da comissão não precisam de apresentação mas não posso deixar de referir os seus nomes, começando pelas senhoras, claro:

  • Maria Adelaide Dias
  • Maria Luísa Moreira
  • António Bessa.

Brevemente, serão dadas mais notícias aqui e no facebook. Para já, o que desejamos a esta comissão é que tudo lhes corra bem e de acordo com o empenho que estão a colocar na realização do evento.

Boa sorte.

Comissão organizadora do 46.º aniversário

Comissão organizadora do 46.º aniversário

Pela ruralidade - CLXXXIII(Desertificação do meio rural)

As pedras da calçada falavam com o corrupio de gente, uns de tamancos, outros de chancas e os mais endinheirados que eram poucos, de botas cardadas. Todos com uma ferramenta, sachola, engaço, gadanho às costas, ou um podão na mão ou a foicinha no ombro. Era um ver de gente que ia ou vinha dos andurriais e todos sabiam o que fulano ou sicrano faziam. A vida tinha um sentido comunitário, quase familiar, em que todos se conheciam e entrosavam.

Estou a falar da terra das minhas raízes que assim era quando este veterano era menino e moço, mais tarde fez-se homem, que por lá andava a ajudar nos trabalhos agrícolas, e também aos grilos e aos ninhos mas também pela borda dos caminhos às amoras e morangos. E o meu pai dizia-me perante a minha titubeação no futuro:

- Estuda para não ficares na “laboira”.

 

Comecei este arrazoado a falar num tempo que já não o é. Agora quando vou à terra, e faço-o muitas vezes, sinto um vazio que me deixa muito pensativo. A desertificação do meio rural está galopante, agravando-se ano após ano. Pela lei natural da vida os mais velhos vão desaparecendo sem que haja reposição humana.

 

Aqui e agora deixo este desabafo!...

 

 

Ant.Gonç.(antonio)

Reviver o passado - o culto à Sagrada Família

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 Retrocedendo ao tempo do alvor do meu entendimento, veio-me à memória uma das tradições católicas que não se esvaeceu no tempo- o culto à Sagrada Família.

Na paróquia das minhas origens, apesar da devoção remontar aos primórdios da Igreja, essa devoção ainda se mantém com muita religiosidade.

É um pequeno oratório portátil em madeira, com o seu interior forrado em tecido, com duas portas em vidro, deixando ver S. José, Maria e o Menino Jesus, símbolos da família cristã.

Em casa dos meus avós, acolhia-se a Sagrada Família, ficando exposta em local visível, em cima de uma cómoda alta, devidamente engalanada com uma linda toalha em linho e renda. À noite acendia-se uma lamparina alimentada a azeite e, era nesse local, que a família se reunia para rezar o terço. Após as orações  depositava-se a esmola numa gavetinha bem fechada, para no dia seguinte seguir para outra família.

Era uma presença de Deus que muito contribuía para  a paz de espírito,que ajudava cada família a levar avante a vida com mais fé e esperança.

Essa oratória deveria permanecer em cada casa 24h, mas esta cláusula raramente era cumprida.

Competia quase sempre a mim a entrega à próxima família, incumbência que acatava com muita mágoa.

Há dias, foi com muita surpresa minha, que ao visitar uma prima, revi a pequena caixinha. Voltei minutos ao passado, reascendendo memórias praticamente esquecidas, foi um despertar de um turbilhão de emoções.Vi uma menina com uns grandes olhos deslumbrados,visualizando minuciosamente aquela caixinha mágica,abrindo e fechando as portinhas, com muita curiosidade. Não me lembro de rezar.

Reviver o passado é sempre uma grande felicidade, sinal que, ainda estamos presentes, num presente tão dúbio.

 

Fiquem bem

Benilde

Tive conhecimento que, presentemente, a gavetinha das esmolas chega ao seu destino, a maioria das vezes, surripiada. E esta hein!!!

Pela ruralidade - CLXXXIII(Uma tigela de carrapatos)

Aquilino Ribeiro, um célebre escritor beirão, que faz suar as estopinhas a quem o lê, retrata as vivências do homem rural sobretudo na primeira metade do século XX.

Para ler os seus livros, Cinco Reis de Gente é o que estou a ler, temos de nos transfigurar usando chancas, ou quem for mais aburguesado botas de elástico, saias compridas e chinelos rapeiros para elas, enfronharmo-nos nos caminhos rurais e entabularmos conversa com os campónios de calças de cotim com quadras e testeiras, e tamancos de amieiro, ferrados. Chegados aí, nos primórdios do século passado, temos de deixar para trás as vivências citadinas e mergulharmo-nos na ruralidade pura e dura como Aquilino a descreveu.

 Loio, um diabrete que trepava ao mostageiro para se abarbatar de mostajos. O sr. Saraiva, dono da árvore, é que não estava pelos ajustes e ao saber quem tinha sido o larápio, exclama:

“os pais eram filhos das tristes ervas. Tinham de seu a sombra das paredes e viviam de esquentar o forno. Por cada cozedura fornecendo a lenha, recebiam um pão do tabuleiro. Era quanto bastava para morrerem hécticos, se a par da bola fresca não viesse a giga das batatas, o migalho do unto, a tigela de carrapatos”.

 


“tigela de carrapatos”, socorri-me do GOOGLE, e nada. Percorri na NET o glossário sucinto para melhor compreender Aquilino e nicles.

Fui-me deitar e enquanto Morfeu não vinha ao meu encontro, uma luz me iluminou: eh, já sei. E adormeci pacificamente!...

 

 

Ant.Gonç.(antonio)

 

 

 

Dia 1 do Ano da Graça de 2017

Poderia desejar-vos BOM ANO, colegas.
Poderia, simplesmente, desejar-vos BOAS ENTRADAS, colegas.
Mas não era a mesma coisa. Não podia deixar de partilhar convosco uma das interpretações disponíveis no Youtube do grupo Prof. Henk e Vento Norte, o mesmo que nos brindou no evento comemorativo do 45.º aniversário de curso, dentro da nossa Escola do Magistério Primário do Porto.
Beijos e abraços.

 

 

Olhar o Porto - CCXI(Visita nocturna natalícia)

Visita natalícia nocturna à cidade do Porto, nas vésperas da consoada.

 

Com acompanhamento e actuação do rancho folclórico do Porto, o historiador Germano Silva dissecou sobre a época natalícia que é uma festa da família. Logo à partida, na igreja das Carmelitas com uma talha dourada a ombrear com a igreja da S. Francisco ou de Santa Clara, tem nesta altura vários presépios. A seguir todo o historial da igreja das Taipas onde existe um presépio permanente com a curiosidade de ter quatro reis magos.

Na igreja dos Clérigos o rancho folclórico do Porto mimou Germano Silva entoando quadras alusivas ao que tem feito culturalmente pela cidade

I

Ao Germano, grande jornalista                                    

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A cidade presta valor

É do Porto excelso cronista

De histórias é contador

II

Dos lugares ao povo ensina

A história, o que aconteceu

Desta casa e daquela esquina

Sabe o nome e quando nasceu

III

Com seu jeito sempre cativante

De falar ao dizer a lição

Prende a gente, que o segue constante,

E que o ouve quase em devoção

IV

O soldado, valente, guerreiro,

Na defesa do Porto, e cultor

Da vitória do génio tripeiro,

É agora com honra Doutor!

 

    (Na imagem o rancho folclórico do Porto em actuação na igreja das Taipas)

 

     Ant.Gonç. (antonio)