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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Pela ruralidade - CLXXXVI(O carro das vacas)

No tempo em que os animais falavam, diziam as fábulas que têm sempre um fundo de verdade.
Já ouvimos dizer, ao meu cão só lhe falta falar, e muitos outros animais têm comportamentos deveras interessantes.
Bem, mas o que eu quero aqui referir é sobre este carro das vacas, (ver imagem) é assim que se diz na região montemurenha, entre Douro e Paiva. E aqui mais uma situação temática, a junta de vacas ou de bois, mais raramente, só puxavam devidamente o carro ou outro apetrecho agrícola, se estivessem devidamente apostas, isto é, tinham as suas direitas, como se dizia.
Então volto ao início deste meu arrazoado, também lanço a mesma predileção:
- E se este carro falasse?!…
Seriam montanhas de peripécias que recordariam com saudade, um tempo de labor contínuo, quando a agricultura era um dos suportes da economia do mundo rural. Desde carradas de mato vindos das encostas à distância. Lenha para as cozinhas. Transporte de pedra – as famosas carrejas de cinco carros ou mais. Para os campos a carrear o estrume, depois a recolha das espigas e outros labores agrícolas. Levar pipas de vinho quer para a venda mais próxima quer para outras que ficavam à distância. Tudo era carregado e muitas vezes quando a carga era de grandes dimensões, quatro animais ou mais eram apostos ao carro. Nas subidas mais íngremes além do chamador ia também atrás um robusto lavrador, com aguilhada a incitar o gado, mas não ficava por aqui, metia o ombro na retaguarda das chedas e dava também uma ajuda suplementar.
Quando olho para este carro, todas estas memórias e muitas outras me assaltam a mente, que foi protagonista do que atrás refiro!...

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 Ant.Gonç. (antonio)

46.º aniversário de curso X

Chegou, estimados colegas.
É só para vos transmitir que recebi hoje, 11-07-2017, pelo correio postal, o dvd com o registo do evento e a fotografia do grupo. Vou dar a minha apreciação, ou, se preferirem, vou fazer a minha avaliação ao dvd. BOM. Numa escala de 0 a 10, dou 9. Peca ou pecou pelo preço: 10 euros foi um exagero. Cinco euros era mais do que suficiente. (À consideração da próxima comissão, em Cinfães). Vou agora fazer uma avaliação técnica: boa imagem, boa escolha, enquadramento, seleção e sequência de imagens, bom fundo musical.
Resumindo, são 45 a 50 minutos muito agradáveis de recordar.

Abraços para todos.

Capa do dvd do 46.º aniversário

 

Olhar o Porto - CCXIII(Pelo S.João)

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Uma visita sanjoanina pelo Porto

Numa altura em que os cheiros do S. João andam no ar, mais uma esticadela às pernas e não só, por locais onde esta festividade tem mais sentido.
O veterano historiador Germano Silva, que conhece a cidade a palmo, guiou-nos por locais onde o S. João é festejado como sempre foi, Bonfim, Lomba, praça da Alegria, rua de S. Vítor, Fontainhas e o tão característico Bairro Herculano, (tão recordado pelo caro Branco), que apesar de ficar no centro da cidade, entre a rua de Alexandre Herculano e rua das Fontainhas, é pouco conhecido de muitos portuenses. Por esses locais cascatas elaboradas por associações de moradores são dignas de visita.
Como já vai sendo habitual o Rancho folclórico do Porto, que acompanha sempre estas visitas à cidade, efectuou várias interpretações alusivas a esta data simbólica para a cidade.

 

 Na imagem, uma das ruas do bairro Herculano.

 

   Ant.Gonç.(antonio)

BOLO DE S. JOÃO

Assim escreveu o Professor Hélder Pacheco sobre o Bolo de S. João, em Junho de 2007

 

BOLO DE SÃO JOÃO

 

Os comeres regionais, as tradições gastronómicas locais afirmam uma identidade e constituem factores significativos das diversidades culturais que representam o património do país. Nesta perspectiva, as comidas cíclicas assumem particular significado quanto aos usos e costumes das localidades ou regiões.

Nos acontecimentos que integram as tradições portuenses, têm especial importância as Festas de S. João. Não sendo padroeiro da cidade, o Santo Percursor deu origem ao período mais animado e intensamente vivido pela população, na sua dimensão festeira familiar, convivial, comunitária e, sobretudo, participativa. E, como em todas as épocas especiais, a comida está presente, através do carneiro, cabrito ou anho assados com batatas, na noite ou no almoço de 24 de Junho, ou do pão quente com manteiga e café com leite, na madrugada do mesmo dia. Faltava, porém, um doce (como nas demais festividades cíclicas) próprio da quadra.

Talvez por isso, os pasteleiros do burgo inventaram – ao que, para já, sabemos – pelos anos trinta ou quarenta do século XX, uma receita adaptada à época, que designaram por “Bolo de S. João”. Seria largamente anunciado (designadamente na imprensa) e vendido nas principais pastelarias portuenses ao longo daquelas décadas como “especialidade”.

Inexplicavelmente, a partir dos meados do século, aquilo que parecia uma tradição a entranhar-se no ciclo da festa – salvo em algumas casas que a mantiveram residualmente -, caiu no esquecimento e desapareceu dos hábitos da cidade.

No momento em que a requalificação e o próprio renascimento urbano do Porto estão na ordem do dia, parece evidente que elas passam também pelo revigorar da tradição, a animação do comércio e o desenvolvimento de práticas culturais que dinamizem a vida portuense. Conscientes da importância da Festa Sanjoaneira e suas manifestações para a valorização e defesa da identidade tripeira, a UNIHSNOR – Núcleo Pastelarias com o apoio do Exm.º Sr. Professor Hélder Pacheco, organizaram e dinamizaram um grupo de pastelarias da cidade para promover junto do público o relançamento do Bolo de S. João, como especialidade da época.

O objectivo desta iniciativa é incentivar o progresso de costumes, hábitos e actividades que, para lá dos aspectos sociais e culturais, contribuam para o crescimento do comércio portuense, esteio e motor da vida da urbe. Por que não comemorar a Noite no convívio da família e dos amigos, com umas fatias deste bolo e saboreando o néctar sublime chamado Vinho do Porto? Por que não servi-lo à mesa do almoço do dia de S. João? Por que não degustá-lo juntando-lhe sorvete, doce de ovos, chocolate, o que melhor lhe aprouver e souber? Um bolo pelo S. João? Reinventar uma tradição? Um gosto pelo Porto? Porque não?

Bolo de S. João

 

46.º aniversário de curso IX

Estimados colegas
Estou a lembrar-me dos colegas que não puderam estar presentes no evento comemorativo do 46.º aniversário do nosso curso. E, portanto, não sabem que o evento comemorativo do 47.º aniversário será em Cinfães, no penúltimo sábado do mês de maio de 2018. Por via disso, lembrei-me de publicitarmos de todas as formas possíveis e impossíveis, esta decisão que tomámos no passado dia 27/05/2017.

Ajudam-me a passar a palavra?

Muito obrigado e que Deus vos pague.

Magistério 1969/71

 

...

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 Foi com muita surpresa minha que, recentemente, encontrei esta curiosa antiguidade na cave da casa de uma tia. 

De entre as várias velharias indagadas esta mereceu uma  minuciosa observação, a fim de  descortinar a sua utilidade.

Como podem observar é uma caixa em latão com orifícios artisticamente recortados, nas faces laterais e tampa. Curiosamente, esta tem uma guarnição em madeira.

Uma pega serve para a transportar o engenho de um sítio para o outro, com a máxima segurança. No seu interior vê-se um recipiente oval, também em latão.

 Este  objecto, certamente, foi engendrado, com grande mestria, por um sábio engenhoqueiro. De  alta tecnologia, em tempos que já lá vão, era de grande utilidade.

Pergunto eu:

-Que serventia teria esta engenhosa antiqualha?

 

Aguardo resposta,

Benilde

 

 

 

 

Quarenta e seis anos!...

Quarenta e seis anos!...
O tempo corre com uma velocidade estonteante, ou somos nós que achamos que ele nos está a fugir?!...
A aurora mal aponta e o ocaso chega num ápice. A Primavera aparece, deixa-nos esperançosos com a natureza a desabrochar, mas chega o fugaz Verão e logo a seguir o sorumbático Outono que nos arrefece, daí a nada o Inverno cadavérico que nos deixa encolhidos irmanados na tristeza da natureza.
Quarenta e seis anos é muito ano, pois é!...
Recuando todos estes anos, qual foi o meu espanto ao ler no Jornal de Notícias, em 1971, que determinado curso de professores do ensino primário, como se dizia na altura, acabava de comemorar os vinte e cinco anos da saída da Escola do Magistério Primário do Porto!... Na altura fiquei perplexo, achava muita longevidade.
Enfim, comemoramos agora os quarenta e seis anos!...

 

Ant.Gonç. (antonio)