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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Olhar o Porto - CCXII(O Porto do liberalismo)

O Porto do liberalismo

Quem é que não conhece a praça da Liberdade?!…
Quem é que não conhece a estátua equestre de D. Pedro IV?!…
Quem é não teve ainda o cuidado de ler nas laterais do pedestal os nomes dos mártires da liberdade, figuras de proa da cidade que nesse local foram mortos e decapitados pelo governo absolutista de D. Miguel!…
Bem, hoje Germano Silva o historiador que sabe tudo sobre o Porto, abordou as várias facetas das lutas liberais comandadas por D. PedroIV, que se opuseram ao absolutista D. Miguel. Como é seu timbre, sempre com umas buchas humorísticas que fazem o gáudio dos seus seguidores. Numa manhã soalheira é sempre também uma oportunidade para dar à perna pela cidade seguindo o veterano orientador com as suas capacidades físicas e mentais no seu melhor.

Na imagem, faladura no jardim João Chagas, vulgo Cordoaria. Ao fundo no pedestal havia um busto de António Nobre, mas como era de liga de bronze, foi-se, rapinado como tem acontecido noutros monumentos da cidade.

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Ant.Gonç. (antonio)

 

A propósito de "PELA RURALIDADE"

Leio este texto e as minhas memórias recuam até à aldeia de Cabeçais, freguesia de Fermedo, concelho de Arouca. Tive a felicidade de ter ali avós e tios maternos. Tive o privilégio de ir sozinho na carreira da Auto-Viação Feirense que saía da Rua de Cimo de Vila e parava no largo da feira, onde já me esperava a avó e a tia, passar muitas férias escolares. Embora o cobrador ficasse responsável por mim perante a minha mãe, eu portava-me bem, entretido a ver a paisagem, sentadinho no meu assento ainda sem cinto de segurança. Levava na sacola alguns postais dos Correios, que tinha de escrever aos meus pais, espaçadamente, e assim desenvolvi, como agora se diz, hábitos de escrita. Também não tinha internet, nem aparelhos digitais que me ocupassem o tempo. Tinha era muita natureza desconhecida para desbravar. Umas vezes sozinho, outras a acompanhar a minha avó a levar o comer à pedreira onde o meu avó trabalhava. A cem metros da casa da minha avó existia a Casa Nova, da qual eu era visita, pois era o menino da cidade. Era do Sr. Norberto, casado com a D.ª Leonor, com um filho, o Zé Luís, mais velho do que eu. O Sr. Norberto era sócio da Feirense e tinha um caseiro que era o Sr. José. Foi com este que fiz muitas viagens de ida e volta até aos campos que fazia, no chamado carro de bois. Numa das primeiras viagens de regresso, apanhei um valente susto, ou melhor, apanhei um verdadeiro cagaço, embora não me tivesse borrado. Ia o carro cheio com um carregamento de canas de milho sem espiga e suas folhas, quando o Sr. José me perguntou se eu queria ir lá em cima, sentado ou deitado. Aceitei o convite. Tinha uma vista privilegiada. Distraí-me tanto a ver a paisagem que não dei pela saída do Sr. José. Não me lembrava de o ter ouvido despedir-se. O carro continuava a ser puxado pelos bois castanhos. Lembro-me até que um deles dava pelo nome de Castanho. Eu bem olhava na direção de todos os pontos cardeais e colaterais mas não via o Sr. José da Casa Nova. Oh meu Deus... E agora? Ele deixou-me aqui ficar sozinho. Só respirei de alívio quando consegui ver a Casa Nova lá ao fundo do caminho. Devo ter chegado tão branco ao destino que o Sr. José comentou:

- Ó Francisco, não me digas que vinhas com medo...

Muito obrigado, meu caro António. Abraço.

Cabeçais

Cabeçais

Cabeçais

Cabeçais

Pela ruralidade - CLXXXV(Recuando no tempo)


Há sessenta anos, mais coisa menos coisa, Portugal era um país eminentemente rural, a televisão estava a dar os primeiros passos, a preto e branco, e viva o velho!... As estradas eram em macadame e os caminhos rurais com fortes rodeiras dos carros de bois, na minha região, dizia-se carros de vacas, pois eram estes animais dominantes. Havia também os carreiros de pé posto que cortavam caminho. As romarias, leia-se festas com cariz religioso, eram anuais, mas feiras havia em todas as sedes de concelho, e não só, normalmente quinzenais. Eram pontos de encontro e de negócio, sobretudo de gado vacum que era uma das fontes de riqueza (?) dos rurais.
Perante esta normalidade da ruralidade havia a GNR que andava sempre atenta a manter a ordem e os regulamentos que estavam em vigor. Assim os carros de bois deviam ter a licença devidamente estampada em chapa esmaltada na lateral da cabeçalha ou do chadeiro. Quando iam carregados não podiam chiar, o eixo devia ser lubrificado, normalmente com sebo. Embora aqui houvesse alguma condescendência pois os lavradores tinham uma certa vaidade na chiadeira, sinal que ia com carga pesada, bom pecúlio. As aguilhadas, varas para conduzir e acicatar os animais, não podiam ter o aguilhão maior que a espessura de uma moeda. Há dias um veterano segredou-me que quando aparecia a “senhora guarda” e se o aguilhão ultrapassasse o que estava determinado, viravam a aguilhada ao contrário e batiam no solo para que o aguilhão ficasse nos conformes. As cabeças das brochas dos rodados também estavam na mira das autoridades, não deviam exceder o calibre permitido para não estragar o macadame das estradas. As cargas, normalmente de lenha com ramagem, não podiam ir a roçar na estrada.
Enfim, coisas duma época, que a GNR não descurava.

 

Ant.Gonç. (antonio)

DIA DA MÃE

Embora os versos sejam mais do que conhecidos, esta é a forma mais singela e mais sentida que encontro para homenagear todas as mães que conheço.
Beijinho.DIA DA MÃE.jpg

 

 

 

Orgulho meu, orgulho paranhense e orgulho tripeiro.

Em https://www.facebook.com/casadaculturadeparanhosporto/

7ª Edição Concurso de Fotografia 

Queremos com esta iniciativa dar a conhecer e guardar na memória o património da nossa freguesia. Ao longo desta 7 edições, que versaram diversos temas, com o contributo de todos os participantes ficará registada um pouco da história da freguesia de Paranhos. A todos os nosso muito obrigada.

7.ª edição do Concurso de Fotografia de Paranhos

A receber o 2.º prémio das mãos do Presidente da Junta.

O pódium e o Presidente da Junta.

O pódium e o Presidente da Junta

Profissões citadinas já extintas

O merceeiro

O aguadeiro

A leiteira

O ardina

 

O amolador

A padeira

 

Os meus amigos e colegas de curso, Benilde e António, referiram as extintas profissões rurais. Como eu sou um "bichinho do betão", tripeiro de gema, não podia deixar passar a oportunidade de abordar as extintas profissões citadinas. Foi uma espécie de mola que me fez clique na gaveta das memórias. Assim, é com todo o gosto que aqui venho deixar o meu testemunho, passando a apresentar a legenda, seguindo da esquerda para a direita e começando por cima:

  1. O merceeiro
  2. O aguadeiro
  3. A leiteira
  4. O ardina
  5. O amolador
  6. A padeira

Saudações tripeiras, meus amigos.

Pela ruralidade - CLXXXIV(A loja do capador)

A loja do capador e outras extintas profissões

 


As transformações sociais na geração a que pertenço são decorrentes de uma evolução a todo o gás em todos os níveis. Durante centenas de anos o status quo manteve-se inalterável, os dias sucediam-se às noites e as profissões eram as mesmas de sempre. É assim que quero chamar a terreiro todo um rol de profissões que já na minha geração se esfumaram. Uma terra pequena, a das minhas raízes, nos contrafortes do Montemuro já a raiar para o vale do Paiva, tinha dois sapateiros e aqui quero referir que faziam e consertavam todo o tipo de calçado. Uns sapatos que tive quando andava no seminário foram feitos por um desses sapateiros. E aqui mais uma curiosidade, cozia as lombadas dos livros escolares, quando estes passavam de irmão para irmão ou vizinho.

Dois gigueiros, cuja matéria prima eram as varas dos rebentos nas touças de castanheiros.

Um capador que andava montado na sua mula, pelas terras vizinhas na capação, sobretudo de suinos. Tinha uma venda que era conhecida pela loja do capador pelas redondezas. A venda já não existe mas o sítio mantém ainda essa designação ad eternum.

Um funileiro que consertava todo o tipo de latoaria.

Um soqueiro que tinha sempre muito trabalho pela frente. Socos de amieiro com tachotes para o desgaste ser menor, bem como umas testeiras.

Um ferreiro que fazia todo o tipo de trabalho ligado ao ferro.

Tecedeiras que acumulavam esta arte com os trabalhos agrícolas.

E se recuarmos ao tempo dos meus antepassados temos o ferrador e o albardeiro, quando o meio de transporte para as feiras e festas das redondezas eram os equídeos.

Mais profissões certamente existiam, estas foram as que agora me vieram à mente.

 

 

    Ant.Gonç.(antonio)

46.º aniversário de curso IV

Estimados colegas
É com todo o gosto que vos apresento o prospeto que a Comissão Organizadora do evento comemorativo do 46.º aniversário do nosso curso elaborou.
Está muito bonito, muito colorido e com todas as informações necessárias para fazermos as nossas inscrições e para encontrarmos, sem dificuldade, o local.
Faço votos para que tudo corra bem à Comissão Organizadora.

46.º aniversário de curso

 

46.º aniversário de curso III

Estimados colegas

É com todo o gosto que vos apresento a Comissão Organizadora do evento comemorativo do 46.º aniversário do nosso curso, a realizar, como sabem, na Quinta da Casa do Pinheiro, Canelas, Penafiel, em 27 de Maio de 2017.
Os elementos da comissão não precisam de apresentação mas não posso deixar de referir os seus nomes, começando pelas senhoras, claro:

  • Maria Adelaide Dias
  • Maria Luísa Moreira
  • António Bessa.

Brevemente, serão dadas mais notícias aqui e no facebook. Para já, o que desejamos a esta comissão é que tudo lhes corra bem e de acordo com o empenho que estão a colocar na realização do evento.

Boa sorte.

Comissão organizadora do 46.º aniversário

Comissão organizadora do 46.º aniversário

Pela ruralidade - CLXXXIII(Desertificação do meio rural)

As pedras da calçada falavam com o corrupio de gente, uns de tamancos, outros de chancas e os mais endinheirados que eram poucos, de botas cardadas. Todos com uma ferramenta, sachola, engaço, gadanho às costas, ou um podão na mão ou a foicinha no ombro. Era um ver de gente que ia ou vinha dos andurriais e todos sabiam o que fulano ou sicrano faziam. A vida tinha um sentido comunitário, quase familiar, em que todos se conheciam e entrosavam.

Estou a falar da terra das minhas raízes que assim era quando este veterano era menino e moço, mais tarde fez-se homem, que por lá andava a ajudar nos trabalhos agrícolas, e também aos grilos e aos ninhos mas também pela borda dos caminhos às amoras e morangos. E o meu pai dizia-me perante a minha titubeação no futuro:

- Estuda para não ficares na “laboira”.

 

Comecei este arrazoado a falar num tempo que já não o é. Agora quando vou à terra, e faço-o muitas vezes, sinto um vazio que me deixa muito pensativo. A desertificação do meio rural está galopante, agravando-se ano após ano. Pela lei natural da vida os mais velhos vão desaparecendo sem que haja reposição humana.

 

Aqui e agora deixo este desabafo!...

 

 

Ant.Gonç.(antonio)