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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Pela ruralidade - LII (O barqueiro da Espiunca)

Ao falar do meio rural há sempre memórias que carregamos, foram-nos trespassadas pelos mais velhos, autênticas enciclopédias de saberes. Gente indomável que apesar dos fracos recursos eram portadores de energias musculadas que hoje à distância nos deixam estupefactos.
As construções de casas, palheiros e canastros de Fornelos, freguesia onde tenho as minhas raízes, concelho de Cinfães, eram cobertas com lousas que vinham nos carros das vacas desde uma louseira de Canelas já no concelho de Arouca. Estamos a falar numa distância de muitos quilómetros por caminhos íngremes, estradas não havia. A meio desse trajecto o atravessamento do Rio Paiva na freguesia de Espiunca, um aparente obstáculo, era feito num barco onde eram acamadas as lousas para serem levadas para a outra margem. E aqui aparece o herói da história, conhecido nas redondezas, o barqueiro. Homem de forte robustez, gabava-se de mandar abaixo duma assentada um cântaro de vinho que pegava por uma asa!... Desconhecemos a medida da vasilha mas isso também pouco interessa, é tão só simbolismo do autêntico homem d’aço que de força rezam as histórias dos mais velhos que ainda o conheceram.
 

 

 Fiquem bem, antonio

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