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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Atitude

O JN numa das últimas edições noticiava em grande plano uma reportagem que brevemente irá para o ar na RTP 2 sobre Manuel António Pina da autoria de Alberto Serra. Fiquei curioso para saber quando.

Depois daquelas mocadas, eufemisticamente falando, entre o sr. bastonário da ordem dos advogados e o poeta e jornalista M. A. Pina, como no tempo do PREC em Rio Maior, o JN vem indirectamente, isto é o que eu penso, dar apoio ao seu jornalista de há 40 anos. É compreensível e aceitável que a entidade patronal ponha a mão por cima do ombro de quem tem tido uma colaboração assídua e não pontual, no jornal.

 

 

     (antonio)

Cacetadas d´arrasar

O sr. bastonário da ordem dos advogados e o cronista da última página do JN Manuel António Pina andam mesmo de candeias às avessas. Se um dá pancada o outro não lhe fica atrás, quem não se sente não é filho de boa gente, pois então, e a arena do duelo foi mesmo entre portas, no JN.

 

 

   http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1837081&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

 

 

 

 http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Ant%F3nio Marinho Pinto

 

 

 

   (antonio)

25 de Abril

Mais uma data histórica com feriado.

Dos capitães de Abril já poucos restam, e o cravo na ponta da G-3 já está mais que murcho.

A lufada de ar fresco que apareceu com a revolução dos cravos fez-nos encher o peito de ar e também nos enfronhamos nas manifestações dia sim, dia não, entoando o slogan "25 de Abril sempre". Depois nos anos oitenta aguentamos bem o choque petrolífero com as montras às escuras, lembram-se? e a televisão a fechar a emissão creio que às 23 horas. Até o FMI andou por cá mas tudo se resolveu sem grandes martírios, certamente que as reservas em ouro do tempo de Salazar foram colmatando os buracos.

Mas agora em 2011 o que nos resta? Um país pedinte, humilhado, com as calças na mão, sem futuro à vista. Que triste signo para este povo que não tem tido estadistas à altura, acossado por países como a Finlândia ou então com atitude de misericórdia como o Brasil!...

Agora novamente eleições, não vou nessa onda, todos os partidos andam num lufa lufa a colocar as pedras no xadrez, tu vais concorrer pelo distrito X lá do Norte embora sejas aqui do Sul, ou vice versa, tu por aquele outro, enfim a jogada dos tachos. Um Sócrates com culpas, sempre com um excesso demagógico de optimismo, Passos que mete os pés pelas mãos e a moleza de Cavaco que alegando que está acima das tricas partidárias não ajuda nada. Até os que pareciam credíveis agora também entram no lamaçal enterrando-se e de que maneira, veja-se Nobre!...

É pena que se tivesse chegado a este ponto onde não se vê a luz ao fundo do túnel.

As expectativas do 25 de Abril de 1974 esfumaram-se.

 

  Fiquem bem, (antonio)

Dia da Terra

 

Hoje é o dia da nossa casa. Alegremo-nos.

 

- Quem é que não quer a sua casa limpa?

- Quem é que não quer a sua casa arrumada?

- Quem é que não gosta da sua casa, do seu lar?

 

Saudações terrestres do Francisco.

WIKIPÉDIA QUERCUS

Passeios pelo Porto

Com Germano Silva em 17/04/2011

 

Realizou-se no domingo, dia 17 de Abril de 2011, mais um dos passeios organizados pelo Jornal de Notícias em parceria com a FNAC. Como sempre, o jornalista e historiador Germano Silva conduziu os presentes por um percurso que tinha a ver com "A Cidade do Barroco" e que começou na Praça Parada Leitão, tendo terminado na Igreja de S.Francisco. Deste passeio saliento o que está gravado no granito da padieira do n.º 6 do Largo de S.João Novo e que foi inscrito no ano de 1685. Está patente na fotografia n.º 142 do álbum fotográfico que aqui partilho convosco.

Saudações tripeiras do Francisco.

 

ÁLBUM FOTOGRÁFICO

Olhar o Porto - CIV (O Porto barroco e as esplanadas)

Estava marcado o encontro na Praça Parada Leitão junto ao conhecido Café Piolho. As manhãs de domingo na cidade são um convite para a conhecer, tudo sereno, trânsito diminuto, anda-se à vontade.

A concentração dos interessados em ouvir Germano Silva foi num dos locais mais emblemáticos da urbe. À vista desarmada, olhando 360º à volta avistamos as igrejas das Carmelitas e do Carmo, o belo edíficio da Universidade, a torre dos Clérigos e a antiga cadeia da Relação, edifícios do barrôco. No meio destas  referências históricas eis que alguém se lembrou de construir uma bateria de esplanadas, em palanque, neste local em frente a vários estabelecimentos de café, que agora tiveram um "não" do IPPAR e parece que têm de ir abaixo. Fico abismado, ou talvez não, (já abordei isto aqui noutras alturas) como é que a Câmara aprovou aquilo. Mais como é que os entendidos na preservação histórica da cidade desenharam aquelas "esplanadas". Bem só espero que o IPPAR leve a coisa até às últimas consequências e que chame a terreiro quem deve ter dito "faça-se". A preservação à envolvente histórica deve a todo o custo ser mantida.

Seguimos para a  Igreja de S. Bento da Vitória, onde nunca tinha entrado, com grande monumentalidade quer em pedra quer em talha dourada. Mais abaixo com passagem por S. João Novo a também imponente Igreja da Misericórdia na Rua das Flores. E aqui dei por findo a visita à cidade devido ao adiantado da hora, pela terceira vez consecutiva tive que me ausentar para não chegar a casa a deshoras. Nestas visitas há sempre a sabedoria de Germano Silva e as suas dicas sempre uteis como aquela data numa padieira de uma habitação no Largo de S. João Novo (16.. @). O significado do @ no fim da data indica "ano do senhor". Esta informação foi-me útil pois andava a tentar descodificar uma data com esta semelhança.

 

 

  (antonio)

Pela ruralidade - LXXXVII (O velho forno)

Ele ali está na cozinha velha, nostálgico mas garboso, inactivo, num descanso merecido, qual ancião a gozar a reforma. Na parte de baixo a pilheira  ainda tem resíduos de cinzas dum passado activo. A seu lado o companheiro de sempre, o preguiceiro com a sua dupla funcionalidade, servia de banco, e mesa que baixava ali mesmo nas barbas da lareira, e quão bom era nas noites frias de Inverno! ( Até o miau estava por ali enroscado e quando se punha sentado com o dorso para o lume era sinal anunciador de vinda de chuva, diziam os meus progenitores.  É sabido que os animais prevêm primeiro que o homem as mudanças climáticas e até tremores de terra).  Muitas fornadas de broa dali saíram durante gerações. E no dia da festa anual da terra, romaria do Senhor dos Enfermos, sempre  no dia de Pentecostes, um alguidar esbodegado, velho como a Sé de Braga com dois gatos a segurar uma rachadela que ia de alto a baixo,  mas ainda funcional, cheio de  arroz e umas pás dum  anho de criação (tinha sido preparado pelo marchante da terra)  por cima, suspensas por pauzinhos de loureiro, ia tudo ao forno e que magia!  O verdadeiro arroz do forno bem acompanhado, que cheirinho!...

O puto de calção rachado ao nível do rego do sim senhor (é feio dizer cú, traseiro vá que num vá), que dava um jeitaço do caraças para na hora dos apertos, alapar e fazer uma larada, botas de pneu abonadas que tinham sido estreadas no ano anterior a quando da entrada para a escola, delirava com toda aquela azáfama à volta do forno. Para ele e para os progenitores era um dia diferente com todo o ritual da bênção da massa na masseira bem caldeada com o crescente.  Meu pai dizia-me, vai  também à corte das vacas com fulana,( quando se metia ao forno havia sempre alguém de fora que ajudava),  buscar uma telha  de bosta para tapar a porta. E passadas umas horas, quando esta se abria, tiravam-se as boroas com a pá, era a vez de aproveitar o calor  do bojo do  forno refletido do lastro e das aduelas para cozer(assar) umas batatas do tamanho de uma noz que ficavam uma delícia, as verdadeiras batatas a murro!  Regadas com azeite da terra e vinagre do casco da pipa, salpicadas com alho, e às vezes com uns fiapos de bacalhau, e como não podia deixar de ser, uma caneca branca com asa de folheta de bom tinto da última colheita,  era um ver se te avias!...

O puto cresceu e amadureceu e agora anda a tratar de preservar estas memórias…

 

 

Fiquem bem,  (antonio)

Olhar o Porto - CIII (Um Porto triste)

De quando em vez gosto de dar uma saltada até ao coração da cidade. Digo lá em casa que vou tomar ar o que parece uma atitude perversa! Faço-o normalmente a penantes, sem pressas para sentir o pulso à cidade.

Subo a tristíssima rua do Freixo, que é mesmo uma dor de alma, o casario a cair aos bocados, um esqueleto duma fábrica à espera de se espatifar em cima da rua a provocar uma desgraça e como se isto não bastasse o piso está cheio de buracos e irregularidades. E não há quem olhe por estas situações, agora até colocaram um vidrão no passeio de tal modo que os peões têm de descer à faixa de rodagem. Esta rua é-me familiar, por ela passei centenas de vezes durante a minha actividade profissional.

Mais adiante os castanheiros da Índia no Largo Soares dos Reis e as tílias da Av. Rodrigues de Freitas já estão com as copas verdejantes, a Primavera aí está em força com estes dias solarengos. Aqui e ali uma ou outra magnólia mas já perderam as flores.

Cheguei aos Aliados e à Praça da Liberdade e aqui constatei o título que encimei neste post “um Porto triste”. As várias esplanadas às moscas, nem o belo sol convida o pessoal abancar e beber umas cervejolas, estará numa de retranca a ver o que isto vai dar com o FMI à perna!... Só a Rua de Santa Catarina mantém algum frenesim de gente que anda p´ra  cá e p´ra  lá onde também fiz monte. Fui à Papélia comprar uma folha de papiro para fazer umas engenhocas e a seguir regressei a casa e fui anotando o pitoresco e os podres da cidade.

 

 

  (antonio)

Tributo a Yuri Gagarin

Faz hoje 50 anos que um ser humano foi capaz de ver a Terra como nunca ninguém a tinha visto antes: do espaço. Não faltam hoje tributos ao Homem e a Yuri Gagarin. Também aqui deixo o meu tributo.

 

Passeios pelo Porto

 

Consta assim no Jornal de Notícias de domingo, 10 de Abril de 2011:

 

«VISITA À CIDADE DO BARROCO EM PASSEIO JN

 

Houve necessidade de fazer duas pequenas alterações no próximo passeio que o JN organiza em colaboração com a FNAC e o Rancho Folclórico do Porto. A primeira foi na data. Devido ao facto de o último domingo de Abril coincidir com a Páscoa, o passeio teve que ser antecipado para o próximo domingo, dia 17. A segunda alteração teve a ver com a temática do passeio. Anunciou-se, inicialmente, que seria feita a rota do Vinho. Por questões logísticas (disponibilidade de atendimento de certos locais a visitar) o tema do Vinho será tratado em Maio. Agora duas questões práticas: as inscrições para este e os próximos passeios têm que ser feitas, obrigatoriamente, na Loja do Jornal, no edifício JN, Rua de Gonçalo Cristóvão, 195 ou através de [visitasguiadas@fnac.pt]. Como sempre acontece, os passeantes serão acompanhados por Germano Silva, jornalista e historiador do Porto que falará sobre os locais e monumentos integrados no roteiro. O passeio terá início na Praça de Parada Leitão, em frente ao Café Âncora D'Ouro (Piolho) e começará às 10h00. Terminará no auditório da loja da FNAC na Rua de Santa Catarina.»

 

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