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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Sinais dos tempos?

Estamos num tempo em que vale tudo. Não há um fio condutor linear, mas curvas e contra curvas como autênticas minhocas que deixam um rasto curvilinio. O que é que quero dizer com isto?

Aquela questão dos tais abafanços dos 5% que abrange os funcionários públicos mas os das empresas públicas ficam fora do esquema como já aqui escalpelizou Franc. O ministro Teixeira dos Santos veio tentar explicar que é para todos a "pancada" mas com algumas nuances... Ora bolas!...

Mudando de agulha para as eleições presidenciais, o dono das áreas comerciais "Continente"agora diz que apoia Cavaco Silva quando ainda há pouco dizia que ele era um ditador. Também o líder do CDS que no passado disse cobras e lagartos sobre o candidato, agora apoia-o incondicionalmente " é de longe o candidato mais bem preparado para ser Chefe de Estado", disse. Do mesmo modo o líder da Madeira, primeiro dizia que o Sr. Silva nunca, agora apoia-o.

Bem, mas o Papa também não fica atrás nos avanços e recuos, no não mas agora sim (uso do preservativo), mas o seu uso ainda restrito. Amanhã se verá se o uso pleno do dito será ou não aceite pela Igreja.

 

 

(antonio)

A lenda do Rego do Boi

Arouca é uma terra de História e de histórias.

 

A que vos vou relatar remonta à Idade Média. Foi uma grande disputa entre os Alvarenguenses e os seus vizinhos da freguesia de Nespereira, por causa de uma água de rega que ambas as freguesias pretendiam. Tratava-se da água do rio Ardena.

Para pôr fim a esta contenda, acordaram o que primeiro construísse um rego e um moinho pronto a trabalhar, ficaria na posse de essa água.

Nespereira, confiada no bom declive da sua parte, concordou. De imediato, os seus homens começaram a trabalhar enquanto que da parte de Alvarenga não se via qualquer trabalho. Assim sendo o povo de Nespereira relaxadamente executava a sua obra sem grandes preocupações. Porém, pelo sopé da Srª da Mó, todos os dias passava uma pobre mulher a fiar. A verdade é que não era uma mulher, mas sim um homem disfarçado para melhor traçar o risco onde deveria passar o rego sem despertar a curiosidade dos de Nespereira.

Marcado o trajecto, o povo de Alvarenga juntou-se numa só noite e abriram todo o rego. Ainda antes do amanhecer, a água jorrava pelo monte Espírito do Santo.

Quanto ao moinho que deveria funcionar de acordo com o contrato, aí os Alvarenguenses mostraram a sua astúcia: puseram um rodízio assente numa grade de ferro com uma mó, fazendo com que a água movesse a mó. Era um moinho que satisfazia perfeitamente as cláusulas do contrato, uma vez que referia pôr um moinho a andar e não a moer. Esse moinho foi colocado ao cimo das Carreiras, onde mais tarde foram construídos outros 22.

Para comemorar essa vitória, os homens que contribuíram para tal feito, comeram nessa noite um boi inteiro. Foi devido a isso que o rego foi baptizado de Rego do Boi, nome com que ainda hoje é conhecido.

 

 

 

 

 

Saudações astuciosas, Benilde.

Política II

 

Assembleia da República

A afronta, o despudor e a falta de respeito, afinal, são maiores do que aquilo que eu imaginava. Então não é que ouço da boca dos responsáveis que estão no governo de Portugal, a seguinte justifucação sobre o regime de excepção:

« - Não, não, não tenho conhecimento de nenhum regime de excepção. O que posso garantir é que haverá uma adequação de salários efectuada por essas empresas».

É uma tristeza. Agora chamam-me burro. Agora os governantes do meu país acham que eu e todos os portugueses são uma cambada de burros que não sabem nada de português. Sinceramente... Não há nenhum regime de excepção. O que há é uma adequação que cada empresa adoptará... Iluminados. Os governantes do meu país são os iluminados e os outros são uns ignorantes.

Sobre CINEMA

Pensei que seria interessante criar, neste blog, um espaço direccionado para o Cinema, Teatro, bailado,etc.

Todos estes temas se cruzam num parâmetro comum: TROCA de informações; de opiniões.

Assim sendo, peço a todos que, quando forem a uma sessão de cinema ou doutro tipo de espectáculo que considerem válido e útil, por favor,  partilhem connosco, para que outros possam também desfrutar do mesmo.

E começo por fazê-lo, isto é, partilhar convosco a minha opinião sobre um filme que vi, sem cair no erro de contar-vos o enredo...

Um grupo de seis mulheres, que cantam no mesmo coro resolveram ir ver "COMER, ORAR e AMAR" ( com a Julie Roberts). Já é habitual que o livro (no qual se basearam para o filme) seja melhor que o referido filme. Tudo bem. Não vamos analisar isso agora ( As diferentes sensações e emoções sentidas aquando duma leitura ou ao vermos um filme).

Gostei imenso e acreditem que as três horas de cinema voaram! Pecará por ser um  pouco comercial, mas que querem?

Tem a ver com a procura de estabilidade e a procura de Deus.

Se puderem, não deixem de ir ver.

Já agora , acrescento que também me foi recomendado por duas pessoas ( uma do sexo feminino e outra do masculino) "É A VIDA".

Sou fã de cinema de preferência bom!!!... Ajudem-me, recomendando-me bons filmes, ok?

Esforcem-se continuadamente por serem FELIZES.

 

Um abraço de

Maria da Graça

Política

 

É uma afronta. É uma falta de respeito. É um despudor completo. É um falta de consciência. É desolador. É revoltante. É uma péssima imagem e um péssimo exemplo do que é governar com igualdade e com justiça. Este entendimento entre governo e o maior partido da oposição sobre a intenção de não penalizar os salários dos funcionários das empresas intervencionadas pelo Estado é uma valente bofetada na cara do povo português. Anda toda a gente a dormir? Não, claro que não anda. Não há em Portugal autoridade que impeça esta afronta? Qual é o órgão de soberania que tem por obrigação fiscalizar os actos do poder executivo, vulgo governo? É um verdadeiro regabofe... É um fartar vilanagem... É um salve-se quem puder... Quo vadis Portugal?

 

PÚBLICO

Sporting Clube de Braga 2 - Arsenal de Londres - 0

 

 

Sporting Clube de Braga

 

Que eu saiba, os de Alvalade são conhecidos por leões.

Que eu saiba, os da Luz são conhecidos por águias.

Que eu saiba, os da Boavista são conhecidos por panteras.

Que eu saiba, os das Antas são conhecidos por dragões.  

E os Guerreiros do Minho? São os de Braga, claro. Bravo, guerreiros.

 

Parabéns.

 

Saudações paranhenses do Francisco.

 

Histórias da guerra - XVII (Fim) O estrelejar dos foguetes

O grande paquete Vera Cruz era um dos transportadores das tropas que faziam comissão militar em Angola. Tinha sido adaptado para esse fim a quando da guerra colonial. Outros havia como o Niassa, Uije ou o Príncipe Perfeito, mas aquele era o maior. Tinha chegado a Lisboa após uma viagem de 11 dias desde Luanda, o pessoal estava já fora do teatro de operações, vinha eufórico, e agora ia de comboio até ao aquartelamento de Abrantes, unidade mobilizadora e aí sim passaria à peluda. Batalhão formado na parada e os elogios da praxe feitos pelo comandante que na fase discursiva não esqueceu o dever cumprido dos seus subordinados com um minuto de silêncio pelos mortos em combate.

Lá mais para o norte numa aldeia de Cinfães, estávamos nos finais de Junho, os campos estavam com o milho enraizado, tinha sido bem empegado, a criar pendão. As parreiras anunciavam boa produção, a nascença tinha sido farta se bem que o maldito míldio tivesse feito alguns estragos. Os lameiros com a água de lima estavam verdejantes e a cada passo davam uma cortadela, à foucinha, para as vacas de raça arouquesa. O ribeiro ia gordo para a época ainda mantinha a sonoridade cantante acentuada pelo desnível, e o moinho de consortes trabalhava noite e dia. O desgaste da mó era evidente, de vez em quando tinha de ser picada, uma arte que não era para qualquer um. Na bordadura da várzea, dissimulado no corucho dos carvalhos, o pardacento cuco, espavorido e manhoso, dava os seus últimos acordes seguidos de estribilhos desafiantes para algum parceiro, cú, cú; cú, cú; arrombo-te o cú, arrombo-te o cú…  Já tinha posto ovo no ninho do chasco e agora preparava-se para terminar a sua curta estadia entre nós, regressaria novamente para as terras africanas.

Era neste cenário campestre que o regozijo pela chegada do filho da guerra, são e salvo, foi assinalado pelos meus familiares directos. E a melhor maneira, segundo a vontade de meu pai, foi fazer estoirar uma dúzia de foguetes!... Era também assim que as pessoas manifestavam as suas alegrias como neste caso concreto, mas também quando chegava um torna viagem do Brasil. Aqui era o próprio que assumia a exteriorização que no caso de a vida lhe ter corrido de feição lá pelo Rio seria uma dúzia, duas ou mais de bom fogo. E toda a freguesia ficava a saber da chegada de fulano e com fortuna!...

 

 

Fiquem bem, antonio


Enfim, o preservativo!

Andavam os dignatários da Igreja, sobretudo os Bispos, embatucados quando eram interpelados sobre o uso do preservativo, agora já têm a porta aberta para vir dizer que sempre concordaram com os benefícios do uso do dito!... "Uso do preservativo já é aceite pelo Papa" é a caixa na primeira página  do JN e nas páginas do interior "Bento XVI admite o preservativo em certos casos". Mas o melhor é espreitar o que o Papa diz agora e o que disse sobre o uso do preservativo.

 

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1716796

 

(antonio)

Prémio de fotografia III

Cerimónia de entrega de prémios, na Casa de Cultura de Paranhos, no dia 13 de Novembro de 2010, do concurso de fotografia organizado pela mesma e subordinado ao tema «Rostos Humanos de Paranhos». Tenho muito orgulho em dizer que conquistei o 2.º prémio que me foi entregue pessoalmente pelo Presidente da Junta de Freguesia de Paranhos, Dr. Alberto Machado. Este é o álbum fotográfico da cerimónia, da autoria de Maurício Branco. Saudações paranhenses do Francisco.

Histórias da guerra - XVI

O saldo de qualquer guerra é sempre arripiante.

Na guerra colonial – 1961 a 1975 10.000 mortos,  muitos mais feridos e ainda aqueles que sofrem sequelas, stress pós traumático, é muita ferida para um pequeno país , Portugal.

Fui um daqueles que andando por Angola tive um bafejo de sorte pois vim com o canastro direito, cheguei ao puto são e salvo. É certo que não andei no duro a comer o pó ou a lama da picada, por conseguinte tive probabilidades mais reduzidas de levar porrada. A sorte protege os audazes era o lema de factor psicológico que os comandos enfarinhavam na tropa. Passei por esta fase da minha vida suavemente sem embandeirar em heroicidade nem em cobardola.

As agruras da guerra no mato eram entrecortadas por dias de licença, sabiam a mel, que normalmente eram passados em Luanda, cidade calma, cheia de vida, onde apenas se ouvia dizer que lá para o interior a coisa cheirava a chamusco.

E que recordações eu guardo das esplanadas à beira da baía de Luanda, onde à solicitação de uma imperial (uma é favor), vinha graciosamente acompanhada por um pratinho de caranguejos. As mesas eram de mármore onde havia um martelinho de madeira para cascar nos ditos. E a cosmopolita cervejaria – café “Portugália” no centro cívico da cidade onde as trocas de escudos e angolares eram, não direi às descaradas mas quase, era um dos pontos de encontro de quem chegava da mãe pátria. Uma cidade onde havia boa convivência entre pretos e brancos se bem que estes tivessem a supremacia no frenesim comercial. Pode-se criticar a situação a nível político mas no terreno a vida social funcionava sem exclusões de cor ou raça.

 

   Glossário:

   Levar porrada – sofrer um ataque dos turras

   Turras – inimigo, na óptica da tropa

   Picada –estrada de terra batida no interior

   Mato – dizia-se de todo o interior de Angola fora das cidades

   Angolares – moeda de Angola na época, com valor inferior ao escudo

   Puto – designação dada pela comunidade civil e militar a Portugal Continental. Desconheço se em Moçambique e Guiné (aqui talvez não) também seria usada esta designação, que tinha a ver com a pequenez do continente em relação a essas colónias (Províncias se preferirem).

 

 

 

  (antonio)

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