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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Reconhecimento

Que me desculpem os colegas autores! Que me desculpem os colegas de curso! Que me desculpem os leitores! Eu é que tinha de escrever este desabafo senão morria entupido! Mas que categoria de artigo este que a Benilde acabou de publicar! Mas que luxo de colaboração este jornal virtual acabou de ganhar! Onde e como é que poderíamos ficar a conhecer a Torre Medieval de Lourosa de Campos? Talvez nos arquivos municipais... Talvez na Biblioteca Pública... Talvez... Agora não. Só por curiosidade: experimentem escrever no Google Torre Medieval de Lourosa de Campos e vejam só o resultado. Bonito, não é? E a quem o devemos? À nossa colega Benilde. Eu já lhe agradeci em comentário que redigi de imediato mas nunca é de mais todo o reconhecimento que lhe seja feito. E aqui está o meu singelo agradecimento, de um tripeiro reconhecido à evidência da imaginação, persistência e força de vontade da agricultora-informática, Benilde de seu nome.

Torre Medieval de Lourosa de Campos

 

Torre medieval (gótica) de Lourosa de Campos, freguesia do Burgo, mais conhecida por Torre dos Mouros, é um dos raros exemplares “sui generis” existentes no país. Pertence ao estilo gótico, apresentando bem conservados alguns elementos que a caracterizam, tais como seteiras, arcos ogivais, matacães, com uma cisterna hoje aterrada e uma inscrição que ainda não foi decifrada.

Esta torre quadrangular, data provavelmente da segunda metade do séc. XIII, constituiu um notável exemplo de residência senhorial fortificada.
Pertenceu a Soeiro Nunes, militar de Caambra que a empenhou ao Mosteiro de Paço de Sousa por 30 maravedis, por escritura de 27 de Março de 1264.
Por divisão das Mesas do Mosteiro de Paço de Sousa em abacial e conventual, ficou a Torre a pertencer aos Jesuítas e mais tarde à Universidade de Coimbra, que a vendeu.


Foi precisamente à Universidade de Coimbra que os meus avós paternos compraram não só a Torre dos Mouros, como também a quinta com o mesmo nome. Ora, a história relacionada com a compra é digna de um roteiro onde se pode realçar dois grandes valores, hoje em dia infelizmente em desuso – o da lealdade e confiança.

Os meus avós depositaram uma pequena fortuna nas mãos de um criado, o Manuel, a fim deste se deslocar a Coimbra para efectuar a compra. Como os tempos eram difíceis, os assaltos constantes, foi disfarçado de pobre pedinte esfarrapado, maltrapilho. Num saco de pano, debaixo dos andrajos, escondia religiosamente a pequena fortuna.
Chegado a Coimbra, dirigiu-se a uma taverna, pedindo um copo de vinho. Precisamente na mesa ao lado, três homens banqueteavam-se enquanto faziam a contabilidade das suas economias. Manuel pôs as suas orelhas afiadas e ficou sabendo que, depois das contas feitas, os três possuíam sete contos de reis e que tencionavam comprar a propriedade.
Já bem enfartados, abalaram do local dizendo ao dono para dar os restos ao provável pedinte. Manuel aceitou sem cerimónias e, por fim, dirigiu-se à Universidade para completar o trabalho que lhe fora confiado.
A venda foi a haste pública. Manuel começou a cobrir todas as propostas. Os indivíduos que o conheceram na taverna, indignados, vociferaram: “Este homem é um pobre pedinte, ainda há pouco tempo matámos-lhe a fome. Não tem o direito de estar presente neste leilão, só mediante um fiador”. Então, Manuel levantando o capote, puxa o dito saco de pano, e exibe as notas exclamando bem alto: “O meu fiador está aqui”. Toda a gente ficou boquiaberta e rendida à evidência. O leilão continuou até aos sete contos de reis, quantia que os três homens possuíam como já era do conhecimento de Manuel. Este cobriu a proposta com mais dez tostões e foi, graças a este homem leal e corajoso, que eu hoje sou agricultora de um pequeno quinhão da quinta dos Mouros.


Lendas relacionadas com a Torre dos Mouros


Reza a lenda que a Torre fora edificada por robustos homens de origem Muçulmana, numa só noite. É também dito que há um túnel secreto, fazendo a ligação da Torre a São João de Valinhas.
Fala-se também da existência de uma charrua e uma grade em ouro na mina, em que quem ousar retirar esses tesouros, ouvirá um barulho ensurdecedor. Outra versão aponta para que, quem retirar esses tesouros, deverá exclamar “graças ao diabo!” e não “graças a Deus!”, sob risco de a relíquia desaparecer.

Aconteceram vários episódios de tentativas de escavação na Torre, por crentes e curiosos, pelo que os meus avós decidiram empedrar a entrada do presumível túnel. 


Com as saudações mouriscas, Edlineb.
 

Centenário da República III

Proclamação da República Portuguesa em 5 de Outubro de 1910Como tripeiro, sinto-me na obrigação de procurar acompanhar ao máximo, as cerimónias de comemoração do centenário da implantação da República em Portugal.

 

Nesse sentido, hoje deixo-vos com o link da Câmara Municipal do Porto, bastando para tal clicar na foto ao lado. 

 

Saudações tripeiras do Francisco.

Olhar o Porto - LXXXVI (Hoteis é mato)

Fui criado num ambiente cultural onde se viam os hoteis como coisa de luxo, não acessível ao comum dos cidadãos. Quem vinha lá do interior à cidade e aí tinha de permanecer de um dia para o outro sem hipótese de recorrer à casa de algum familiar, hospedava-se nas "pensões" ou "hospedarias" e viva o luxo!... Também havia as casas de "dormidas" e aí a clientela era mais que duvidosa, pois o ranger da cama no quarto ao lado despertava o sono ao hipotético campónio cinfanense!...

Agora, aqui na cidade, hoteis na calha é mato... Ontem o JN fazia eco desta proliferação, todos em edifícios com traça que estão ou vão ser recuperados. Hotel das Cardosas na Praça da Liberdade, Palacete na Praça da Batalha onde funcionaram os CTT, Águia d'ouro antigo cinema e Casa dos Ferrazes na Rua das Flores junto à Misericórdia.

Fico perplexo com esta inflacção de hoteis numa altura em que o poder de compra está a enfraquecer, a menos que haja fortes campanhas de turismo a incentivar a vinda de gente lá de fora com cacau.

 

   (antonio)

Espírito de Natal

É estranho! E daí talvez não... Ou é impressão minha ou este ano o espírito de Natal prolonga-se mais do que é habitual. Eu acho que não estou enganado e que estou a escrever isto hoje, dia 12 de Janeiro de 2010. Não é que me faça alguma diferença. Devo dizer que não me faz diferença nenhuma e que até gosto muito do espírito de Natal. Ele são os Pais-Natal que ainda se vêem dependurados nas janelas e varandas exteriores. Ele são as estrelas que ainda se mantêm visíveis nas janelas. Ele são os Merry Christmas que ainda se lêem em alguns contactos do Messenger. Estes são, então, os sinais exteriores de espírito de Natal que me têm aparecido. Outros haverá, certamente. O que me preocupa não é isso. Não é a existência desses sinais. Não é o espírito de Natal em si que até acho que deveria manter-se todo o ano. O que me preocupa, verdadeiramente, é que aquela série de Natal que se mantinha, teimosamente, a piscar, à noite, naquela varanda, nas noites quentes de Julho e Agosto, tenha lá ficado apenas por esquecimento e não reflicta qualquer espírito de Natal... Saudações tripeiras do Francisco.

Olhar o Porto - LXXXV (A ponte Luís I)

Quem quiser adquirir conhecimentos sobre o Porto antigo tem à disposição, já há uma série de anos, as crónicas dominicais de Germano Silva no Jornal de Notícias. Já por aqui mais de uma vez tenho feito publicidade ao citado jornalista e historiador, algo do que sei sobre o Porto devo-o a ele.
A crónica de ontem titulada “O Vale de Asnos” retrata-nos no século XIX os terrenos ainda não urbanizados que ficavam nas imediações da actual praça da Batalha e que se estendiam até às Fontainhas. Entretanto apareceram os grandes Almadas que das quintas criaram ruas. Da profunda alteração dessa zona diz o historiador que em 1855 se projectou a construção de uma rua a que se deu o nome de Saraiva Carvalho. E a seguir diz que a necessidade de estabelecer uma ligação rápida entre esta parte alta da cidade ( a zona da Batalha) e o tabuleiro superior da Ponte Luís I esteve na origem da abertura da nova artéria, cujas obras tiveram início em 1855. E chegado aqui a este ponto da crónica, esta data surgiu-me uma dúvida e porquê? É assim:
““Em 11 de Fevereiro de 1879 o governo determinou a abertura de concurso para a “construção de uma ponte metálica sobre o Rio Douro, no local que se julgar mais conveniente em frente da cidade do Porto, para a substituição da actual ponte Pensil”. A construção iniciou-se em 1881 e foi inaugurada em 3i de Outubro de 1886”, (Wikipédia). Portanto penso que algo não bate certo, ou estarei a fazer uma leitura distorcida, acerca da abertura dessa artéria, Saraiva Carvalho em 1855, dizendo-se que era para ligar à ponte Luís I, esta só concluída em 1866.


(Tentei linkar a crónica mas não consegui)

 

  Fiquem bem, antonio

 


 

Limpar Portugal

Vamos todos limpar Portugal!

 

 

Por mero acaso, ao passar os olhos por alguns blogues conhecidos, deparo com uma informação que não podia deixar de copiar para este jornal virtual:

a iniciativa LIMPAR PORTUGAL.

Acho que é assunto que nos interessa a todos e, como tal, não podia deixar de o trazer para aqui.

Como a informação é muita, nada melhor do que o próprio blogue para podermos visitar e recolher tudo o que nos interessar.

Assim sendo, basta clicar na fotografia de apresentação.

Saudações tripeiras do Francisco.

Olhar o Porto - LXXXIV (A cheia de 1909)

As chuvadas valentes que no mês de Dezembro caíram em Portugal e Espanha fizeram engrossar o Douro, com alertas de cheias que não se concretizaram no pior sentido, quer na Régua como no Porto. Hoje é indesculpável os hiper alarmes dos serviços, com as tecnologias que existem não havia necessidade de pôr tudo em polvorosa com as calças na mão. Não sei de quem dependem os serviços da protecção civil mas a a avaliar pela justificação que deu o ministro que mais valia prevenir que remediar, penso que é do Estado. Enfim…
Mas eu queria falar da grande cheia de 1909 (cem anos) que o historiador e jornalista Germano Silva na sua crónica do JN no penúltimo domingo desenvolveu. E falava naquela história que eu também sempre ouvi que perante a subida galopante do rio as autoridades estavam na eminência de cortar a ponte de baixo, nome sempre dado ao tabuleiro inferior da Luís I. Sempre achei isso uma história mal contada e andava cá com uma fisgada de tirar isso a limpo, vai daí percorro na Biblioteca Municipal o Jornal de Notícias e o Comércio do Porto daquela época para ir ao fundo da questão. Nas notícias da cheia nesses jornais não encontrei referência à tal hipotética destruição a dinamite do tabuleiro inferior. Mas se o historiador falou nisso é porque algo de verdade poderá existir. Nalguns sites da Internet também aparece essa referência mas desconheço em que se fundamentaram. Nos citados jornais diz-se apenas que o trânsito no tabuleiro inferior da ponte foi proibido, por se recear que a cheia destruísse os pegões de pedra que o sustentam, nas duas margens.
Encontro sim naqueles jornais uma referência à grande cheia de 1860 onde se diz: “a ponte pênsil (a Luís I ainda não existia) esteve para ser queimada tendo-se aglomerado materiais inflamáveis para se lhes lançar o fogo, evitando assim com a sua destruição, que o tabuleiro da ponte, arrastado pelas águas, causasse ainda maiores estragos”.
Para finalizar vou transcrever um interessante editorial, no rescaldo da cheia, do Comércio do Porto de 24/Dez/1909 onde se vê que as reivindicações (ou queixas) aqui do Norte em relação a Lisboa não são só de agora, vejamos: “... A cidade do Porto, pela sua parte, sabe tão duramente ferida nesta refrega, que bem pode impor-se aos poderes públicos para que sejam atendidas antigas e justificadas reclamações por ela formuladas. Se os melhoramentos do Douro inferior houvessem sido realizados estaria regularizada a corrente do rio e haveria docas em que os navios pudessem procurar abrigo, sob a ameaça de cheia. Se o porto de Leixões tivesse sido completado, muitas operações de tráfego poderiam realizar-se ali e não estariam sujeitos a tantas contingências os interesses do comércio e a actividade da indústria portuguesa. No abandono a que o Porto tem sido votado está a causa de muitos dos males que duramente sofre agora. Aproveitará o Porto a dura lição de agora?”

 

 


   Fiquem bem, antonio

Centenário da República

Como sabem, estamos no ano 2010 e, portanto, faz 100 anos que foi implantada a República em Portugal. É natural que as iniciativas se multipliquem e como eu estou interessado em acompanhar ao máximo o maior número possível, aproveito este meio para vos dar conhecimento do que vou descobrindo. Assim sendo, tomem lá o sítio oficial na internet da Comissão organizadora.

 

COMISSÃO NACIONAL

 

Saudações tripeiras do Francisco.