Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

2.º almoço de Natal II

1.º almoço de Natal (2015)

Olá, estimados colegas.

Terminadas as inscrições para o 2.º almoço de Natal dos colegas do curso de 1969/71 da E.M.P.P. - Escola do Magistério Primário do Porto, é chegada a hora de tecer algumas considerações.

Começo por um carinhoso agradecimento a todos os que se inscreveram e que são, exatamente, 37. Este número, que por si só já supera o do ano anterior que foi de 34, reflete a vontade que temos de nos reunirmos já que, se todos os que vieram em 2015 repetissem a sua presença em 2016, teríamos um grupo que excederia a meia centena. Todavia, todos sabemos que isso é muito difícil pelas mais variadas razões.

Continuo, referindo que, se o almoço está agendado para as 13:00, poderíamos apresentar-nos meia hora mais cedo para nos encontrarmos na sala de espera, recebermos um tríptico com a letra da música de Natal que cantaremos e com os endereços para onde podem posteriormente enviar as fotografias que registarem e os sítios onde poderemos ver o álbum fotográfico.

Termino, dizendo que prestaremos ainda antes de almoço uma singela mas sentida homenagem aos colegas que já partiram e muito especialmente à colega Alzira Cavalheiro Gomes que nos deixou e que ainda esteve presente em 2015, guardando um minuto de silêncio.

Com muito afeto me despeço. Até sábado, se Deus quiser.

 

2.º almoço de Natal

Escola de futebol Hernâni Gonçalves e Restaurante Porto d'Honra no Complexo Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto.

Olá, estimados colegas.
Venho aqui deixar-vos algumas informações importantes sobre o 2.º Almoço de Natal. Em 5 de Dezembro de 2015 realizou-se o 1.º Almoço de Natal dos colegas de curso. Tendo sido um sucesso, os vossos colegas Odete Amorim, Zélia Sousa e Francisco Rodrigues convidam-vos para nos juntarmos no 2.º Almoço de Natal, em 3 de Dezembro de 2016, no mesmo local, ou seja, no CCDTCMP - Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto, na Rua Alves Redol, 292, 4050-042 Porto. Assim sendo, apresentamos o menu com que concordámos para um preço de 20 euros por pessoa:
- Salgadinhos variados servidos com Favaios, sumo e água: rissóis de carne, trouxas árabes, bolos de bacalhau, fogaças de camarão e ABC's.
- Creme de legumes
- Lombo assado com castanhas, batata salteada, arroz e salada rica. Em alternativa, bacalhau com natas.
- Salada de fruta ou leite creme
- Bolo - rei
- Água e refrigerantes
- Vinhos: verde branco e maduro branco e tinto da Quinta do Portal, Douro.
- Café

Todavia, deixem-me dizer o que já foi feito:
- O evento foi criado no facebook do Magistério com indicação do dia, do local, do menu e do preço por pessoa: 20 euros.
- Os convites foram enviados para todos os colegas que pertencem a este grupo do Magistério no facebook.

- Todos os colegas que têm telemóvel receberam uma SMS com a informação do evento.

- Todos os colegas só com telefone fixo foram convidados pessoalmente pela colega Zélia.

Falta, então, dizer como fazer a inscrição e até quando, não é verdade? Aqui estão os elementos:

- Só é válida a inscrição efetuada por transferência bancária para a mesma conta do encontro dos 45 anos de curso, ou seja:
NIB - 0035 0310 00007572400 41
IBAN - PT50 0035 0310 00007572400 41
- Depois da transferência efetuada, é necessário deixar passar pelo menos dois dias úteis para enviar uma SMS ou fazer um telefonema para Francisco Rodrigues, a confirmar o nome da ou do colega.
- 15 de Novembro será a data limite para efetuar a inscrição.
Todas as dúvidas poderão ser esclarecidas pelos comentários aqui efetuados ou pelo 919 003 994, Francisco Sousa Rodrigues.

Olhar o Porto - CCIX(O rio Frio)

O passeio à cidade ontem com o historiador Germano Silva, “homem que sabe tudo sobre a cidade”, cito o JN, teve como pano de fundo conhecer o rio Frio da nascente até à foz. Quem eventualmente não tenha conhecimentos aprofundados sobre o Porto, perguntará que rio é esse e onde fica?
Bem, actualmente todos os rios, riachos ou ribeiros que corriam a céu aberto, foram encanados, excepto o rio Tinto, pois o surto urbanístico assim o determinou. O rio da Vila, que corre no subsolo da rua Mousinho da Silveira, o rio Frio, o de Vilar e a ribeira da Granja e o mais poluído, rio Tinto já referido atrás. Há ainda o rio de Mijavelhas que corre no subsolo do Campo 24 de Agosto e desagua no Douro a jusante da ponte Maria Pia. O nome deste rio, diz-se, que por ali se aliviavam as lavadeiras e outras trabalhadoras.
Mas o rio Frio que hoje percorremos da nascente, praça coronel Pacheco, antiga praça do Mirante, corre pelo largo Sarmento Pimentel, travessa e rua de Cedofeita, jardim do Carregal, passa depois debaixo do hospital de Sº António, jardim das Virtudes e finalmente desagua no Douro debaixo do edifício da Alfandega, em Miragaia. Todos estes locais foram escalpelizados pelo veterano Germano Silva sempre com umas buchas humorísticas à mistura, como é seu apanágio.
O rancho folclórico do Porto, que acompanha sempre estes passeios, apresentou vários números folclóricos alusivos ao passeio.

No dia 3 de Novembro Germano Silva vai-lhe ser atribuído o título honoris causa pela Universidade do Porto. A esse respeito o historiador disse que o título não é para ele mas sim pelo que tem escrito e comunicado sobre a cidade.

 

   Ant. Gonç. (antonio)

2016-10-30 10.10.20.jpg

 

Pela ruralidade - CLXXXIII(o lavadouro)

Indo na peugada do excelente artigo que Benilde aqui postou, vou também mais uma vez recorrer à ruralidade da terra que me viu parir.

O tema que aqui trago tem também os mesmos binómios das lavadeiras, muitas veteranas, com a serra afiada, e que muitas vezes descambavam com o cio mental a falar de fulano e de sicrana. Era assim por todo o interior, quer fosse no lavadouro, no barbeiro ou no ferreiro, eram centros da coscuvilhice vista aos dias de hoje, mas que tinham uma função de divulgação e partilha da vida das pessoas.

Na aldeia a vida era comunitária e daí o lavadouro da imagem que recentemente reconstruí, (manter as memórias foi sempre o meu lema) sendo particular era tacitamente usufruído pelas residentes do lugar que aí quisessem lavar os lençois linhosos, as ceroulas, os coturnos de lã de ovelha, as camisas de estopa, os tabaqueiros ou um ou outro bragal, etc.

Por documentos antigos este lavadouro, alimentado por uma extensa mina que teve de ser encapelada em pontos onde estava fragilizada, já existia no século XIX, agora com a cara lavada vai ficar testemunho duma época que também ainda foi da minha geração.

(Como o pequeno tanque tinha também a função de rega tem um engenho para abrir sem ajuda humana e um tufo)

2016-10-16 13.32.16.jpg

 Ant.Gonç.

O facebook de outrora

Tarde soalheira, eis-me de malas aviadas, rumo ao antigo lavadouro da família que, já há longo tempo, pretendia rever.

Convenientemente equipada, galochas de borracha, aptas a fintarem as águas vadias que serpenteavam a passagem ao local, lá me abalei, levando na alma um enorme desejo de reviver recordações da minha meninice.

Chegada lá, uma enorme desilusão me invadiu. A água límpida e cristalina que, em tempos dava de beber ao enorme lavadouro, alimentava um monstruoso silvado, cobrindo toda a sua área, consequência do seu abandono.

Pois, esse espaço outrora acolhedor e bem cuidado, foi palco de inúmeras cenas, de confidências, de desabafos, de alegrias, de tristezas…

No início da semana, as mulheres carregavam a pesada bacia de zinco com o fundo em madeira, a roupa suja  da semana, para procederem ao seu branqueamento. Aí era ensaboada com sabão rosa ou azul, esfregada e surrada na áspera pedra de granito. Uma tarefa árdua, contudo minorada pelo ambiente de convívio e conversa. Era o ponto de encontro semanal das mulheres, destinado não só a desencardir os farrapos, mas também a alimentar algumas mentes maldosas que ávidas por mexericos aí  enterravam os vivos e desenterravam os mortos.

Ao longo de várias semanas, o desfile dos mais variados temas relacionados com bisbilhotices, verdadeiras bombas, eram ventilados, analisados, especulados, ironizados…

“Então dizem que”:

O ti Manel, já entradote na idade, anda caidinho de amores pela Quititas , moçoila cobiçada pelos seus dotes de beleza: gorda, corada e perna branca. Ora as opiniões não se faziam esperar. “Olha o diacho do velho, com os pés para a cova, pro que lhe deu!

O puxo de cabelo da Lurdes do Aido que dava várias voltas à nuca, sofrera um corte drástico,transformando-a numa senhora sem raízes suficientes para sustentar tal galão.

A viúva Aurora, ainda o esqueleto do defunto marido mal arrefecera, já ela aliviava os cinco anos de luto fechado.

A chegada do Brasil do espertalhão António do Fundego, com as garras bem afiadas para atacar a Milita da Bouça, órfã, indefesa, mas que lhe fugia a sete pés, com o medo aterrador de ficar difamada, tal como a sua tia Maria que, em tempos,consequência das más línguas,  tivera de se submeter a uma examina médica, para ser comprovada a veracidade da sua difamação.



Os mais variados assuntos eram abordados e postos à consideração do público, neste facebook ao ar livre, verdadeiros pasquins das aldeias.

Simultâneamente as lavadeiras com os nervos em franja, aproveitavam a irascibilidade que alguns temas provocavam para surrarem energicamente os sebentos trapos que nada tinham a ver com as bombas detonadas.

 

Com as saudações serranas

 

Benilde

 

Olhar o Porto -CCVIII(pelos arrabaldes no sec XVII)

DSC00306.JPG

 

Neste domingo do fim de Setembro, com um sol radioso, andei pelos arrabaldes do Porto.

Como assim, interrogam-se os que eventualmente passem por aqui os olhos.

Vou então situar-me no século XVII e andar pelas imediações da capela românica, que ficava longe da cidade, pertenceu à colegiada de Cedofeita.

O historiador Germano Silva falou demoradamente da importância desta colegiada, detentora de enormes áreas de cultivo. Mais tarde deram origem a muitas quintas no liberalismo que foram sendo retalhadas pelas muitas ruas que hoje conhecemos. Casas senhoriais detentoras de muitas fábricas na época industrial no século XIX, foram escalpelizadas por Germano Silva, que além de ter o saber tem o dom da comunicação.

 

  Ant.Gonç.(antonio)

EQUINÓCIO DE OUTONO

EQUINÓCIO DE OUTONO

Hoje, dia 22 de Setembro de 2016, poderá haver outras efemérides para comemorar mas esta, pelo menos, penso que é digna de ficar registada.

Saudações tripeiras do Francisco.

 

ESTAÇÕES DO ANO

DIA DO DOENTE COM ALZHEIMER

Dia do doente com Alzheimer

O doente com Alzheimer tem hoje o seu dia. É, assim, lembrado todo aquele que está afetado por esta doença. O mínimo que eu posso fazer neste espaço é escrever estas letras e lembrar-me do sofrimento dos que estão afetados. E para me ajudar a compreender a doença, fui buscar informação a estes dois sítios.

Saudações tripeiras do Francisco.

MÉDICOS DE PORTUGAL ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA

Olhar o Porto - CCVII(150 anos dos jardins do palácio de Cristal)

DSC00291.JPG

 A Câmara Municipal do Porto para comemorar esta data realizou várias iniciativas nomeadamente a de hoje com Germano Silva. O historiador esgrimiu sobre aquele espaço que ainda no século XIX era um descampado, onde apenas havia uma torre da Marca que servia de orientação para os barcos que entravam do Douro. A capela de Carlos Alberto que fica junto à chamada avenida das tílias é anterior à construção do palácio.
O Palácio de Cristal, o que foi demolido, belo exemplar de ferro e vidro, construído na segunda metade do século XIX, foi obra do liberalismo. Foi substituído pelo actual que já se chamou pavilhão dos Desportos, agora é Rosa Mota. Situa-se na freguesia de Massarelos, os seus jardins com frondosas espécies arbóreas, espaço de rara beleza, foram projectados pelo paisagista alemão Émile David.
Uma visita a outros pontos desta freguesia onde fica o palácio, nomeadamente Largo do Viriato, Rua da Bandeirinha onde fica o palácio das Sereias (ver imagem)  com vista privilegiada sobre o Douro, obra dos Portocarrero; Descemos a Massarelos, onde proliferavam as fundições, com ligação muito estreita às actividades marítimas. O historiador que sabe destas coisas ao pormenor vai sempre metendo umas buchas humorísticas para gaudio dos seguidores.

 

    Ant.Gonç.(antonio)