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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Orgulho meu, orgulho paranhense e orgulho tripeiro.

Em https://www.facebook.com/casadaculturadeparanhosporto/

7ª Edição Concurso de Fotografia 

Queremos com esta iniciativa dar a conhecer e guardar na memória o património da nossa freguesia. Ao longo desta 7 edições, que versaram diversos temas, com o contributo de todos os participantes ficará registada um pouco da história da freguesia de Paranhos. A todos os nosso muito obrigada.

7.ª edição do Concurso de Fotografia de Paranhos

A receber o 2.º prémio das mãos do Presidente da Junta.

O pódium e o Presidente da Junta.

O pódium e o Presidente da Junta

Profissões citadinas já extintas

O merceeiro

O aguadeiro

A leiteira

O ardina

 

O amolador

A padeira

 

Os meus amigos e colegas de curso, Benilde e António, referiram as extintas profissões rurais. Como eu sou um "bichinho do betão", tripeiro de gema, não podia deixar passar a oportunidade de abordar as extintas profissões citadinas. Foi uma espécie de mola que me fez clique na gaveta das memórias. Assim, é com todo o gosto que aqui venho deixar o meu testemunho, passando a apresentar a legenda, seguindo da esquerda para a direita e começando por cima:

  1. O merceeiro
  2. O aguadeiro
  3. A leiteira
  4. O ardina
  5. O amolador
  6. A padeira

Saudações tripeiras, meus amigos.

Pela ruralidade - CLXXXIV(A loja do capador)

A loja do capador e outras extintas profissões

 


As transformações sociais na geração a que pertenço são decorrentes de uma evolução a todo o gás em todos os níveis. Durante centenas de anos o status quo manteve-se inalterável, os dias sucediam-se às noites e as profissões eram as mesmas de sempre. É assim que quero chamar a terreiro todo um rol de profissões que já na minha geração se esfumaram. Uma terra pequena, a das minhas raízes, nos contrafortes do Montemuro já a raiar para o vale do Paiva, tinha dois sapateiros e aqui quero referir que faziam e consertavam todo o tipo de calçado. Uns sapatos que tive quando andava no seminário foram feitos por um desses sapateiros. E aqui mais uma curiosidade, cozia as lombadas dos livros escolares, quando estes passavam de irmão para irmão ou vizinho.

Dois gigueiros, cuja matéria prima eram as varas dos rebentos nas touças de castanheiros.

Um capador que andava montado na sua mula, pelas terras vizinhas na capação, sobretudo de suinos. Tinha uma venda que era conhecida pela loja do capador pelas redondezas. A venda já não existe mas o sítio mantém ainda essa designação ad eternum.

Um funileiro que consertava todo o tipo de latoaria.

Um soqueiro que tinha sempre muito trabalho pela frente. Socos de amieiro com tachotes para o desgaste ser menor, bem como umas testeiras.

Um ferreiro que fazia todo o tipo de trabalho ligado ao ferro.

Tecedeiras que acumulavam esta arte com os trabalhos agrícolas.

E se recuarmos ao tempo dos meus antepassados temos o ferrador e o albardeiro, quando o meio de transporte para as feiras e festas das redondezas eram os equídeos.

Mais profissões certamente existiam, estas foram as que agora me vieram à mente.

 

 

    Ant.Gonç.(antonio)

46.º aniversário de curso IV

Estimados colegas
É com todo o gosto que vos apresento o prospeto que a Comissão Organizadora do evento comemorativo do 46.º aniversário do nosso curso elaborou.
Está muito bonito, muito colorido e com todas as informações necessárias para fazermos as nossas inscrições e para encontrarmos, sem dificuldade, o local.
Faço votos para que tudo corra bem à Comissão Organizadora.

46.º aniversário de curso

 

46.º aniversário de curso III

Estimados colegas

É com todo o gosto que vos apresento a Comissão Organizadora do evento comemorativo do 46.º aniversário do nosso curso, a realizar, como sabem, na Quinta da Casa do Pinheiro, Canelas, Penafiel, em 27 de Maio de 2017.
Os elementos da comissão não precisam de apresentação mas não posso deixar de referir os seus nomes, começando pelas senhoras, claro:

  • Maria Adelaide Dias
  • Maria Luísa Moreira
  • António Bessa.

Brevemente, serão dadas mais notícias aqui e no facebook. Para já, o que desejamos a esta comissão é que tudo lhes corra bem e de acordo com o empenho que estão a colocar na realização do evento.

Boa sorte.

Comissão organizadora do 46.º aniversário

Comissão organizadora do 46.º aniversário

Pela ruralidade - CLXXXIII(Desertificação do meio rural)

As pedras da calçada falavam com o corrupio de gente, uns de tamancos, outros de chancas e os mais endinheirados que eram poucos, de botas cardadas. Todos com uma ferramenta, sachola, engaço, gadanho às costas, ou um podão na mão ou a foicinha no ombro. Era um ver de gente que ia ou vinha dos andurriais e todos sabiam o que fulano ou sicrano faziam. A vida tinha um sentido comunitário, quase familiar, em que todos se conheciam e entrosavam.

Estou a falar da terra das minhas raízes que assim era quando este veterano era menino e moço, mais tarde fez-se homem, que por lá andava a ajudar nos trabalhos agrícolas, e também aos grilos e aos ninhos mas também pela borda dos caminhos às amoras e morangos. E o meu pai dizia-me perante a minha titubeação no futuro:

- Estuda para não ficares na “laboira”.

 

Comecei este arrazoado a falar num tempo que já não o é. Agora quando vou à terra, e faço-o muitas vezes, sinto um vazio que me deixa muito pensativo. A desertificação do meio rural está galopante, agravando-se ano após ano. Pela lei natural da vida os mais velhos vão desaparecendo sem que haja reposição humana.

 

Aqui e agora deixo este desabafo!...

 

 

Ant.Gonç.(antonio)

Reviver o passado - o culto à Sagrada Família

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 Retrocedendo ao tempo do alvor do meu entendimento, veio-me à memória uma das tradições católicas que não se esvaeceu no tempo- o culto à Sagrada Família.

Na paróquia das minhas origens, apesar da devoção remontar aos primórdios da Igreja, essa devoção ainda se mantém com muita religiosidade.

É um pequeno oratório portátil em madeira, com o seu interior forrado em tecido, com duas portas em vidro, deixando ver S. José, Maria e o Menino Jesus, símbolos da família cristã.

Em casa dos meus avós, acolhia-se a Sagrada Família, ficando exposta em local visível, em cima de uma cómoda alta, devidamente engalanada com uma linda toalha em linho e renda. À noite acendia-se uma lamparina alimentada a azeite e, era nesse local, que a família se reunia para rezar o terço. Após as orações  depositava-se a esmola numa gavetinha bem fechada, para no dia seguinte seguir para outra família.

Era uma presença de Deus que muito contribuía para  a paz de espírito,que ajudava cada família a levar avante a vida com mais fé e esperança.

Essa oratória deveria permanecer em cada casa 24h, mas esta cláusula raramente era cumprida.

Competia quase sempre a mim a entrega à próxima família, incumbência que acatava com muita mágoa.

Há dias, foi com muita surpresa minha, que ao visitar uma prima, revi a pequena caixinha. Voltei minutos ao passado, reascendendo memórias praticamente esquecidas, foi um despertar de um turbilhão de emoções.Vi uma menina com uns grandes olhos deslumbrados,visualizando minuciosamente aquela caixinha mágica,abrindo e fechando as portinhas, com muita curiosidade. Não me lembro de rezar.

Reviver o passado é sempre uma grande felicidade, sinal que, ainda estamos presentes, num presente tão dúbio.

 

Fiquem bem

Benilde

Tive conhecimento que, presentemente, a gavetinha das esmolas chega ao seu destino, a maioria das vezes, surripiada. E esta hein!!!

Pela ruralidade - CLXXXIII(Uma tigela de carrapatos)

Aquilino Ribeiro, um célebre escritor beirão, que faz suar as estopinhas a quem o lê, retrata as vivências do homem rural sobretudo na primeira metade do século XX.

Para ler os seus livros, Cinco Reis de Gente é o que estou a ler, temos de nos transfigurar usando chancas, ou quem for mais aburguesado botas de elástico, saias compridas e chinelos rapeiros para elas, enfronharmo-nos nos caminhos rurais e entabularmos conversa com os campónios de calças de cotim com quadras e testeiras, e tamancos de amieiro, ferrados. Chegados aí, nos primórdios do século passado, temos de deixar para trás as vivências citadinas e mergulharmo-nos na ruralidade pura e dura como Aquilino a descreveu.

 Loio, um diabrete que trepava ao mostageiro para se abarbatar de mostajos. O sr. Saraiva, dono da árvore, é que não estava pelos ajustes e ao saber quem tinha sido o larápio, exclama:

“os pais eram filhos das tristes ervas. Tinham de seu a sombra das paredes e viviam de esquentar o forno. Por cada cozedura fornecendo a lenha, recebiam um pão do tabuleiro. Era quanto bastava para morrerem hécticos, se a par da bola fresca não viesse a giga das batatas, o migalho do unto, a tigela de carrapatos”.

 


“tigela de carrapatos”, socorri-me do GOOGLE, e nada. Percorri na NET o glossário sucinto para melhor compreender Aquilino e nicles.

Fui-me deitar e enquanto Morfeu não vinha ao meu encontro, uma luz me iluminou: eh, já sei. E adormeci pacificamente!...

 

 

Ant.Gonç.(antonio)