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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Dia 1 do Ano da Graça de 2017

Poderia desejar-vos BOM ANO, colegas.
Poderia, simplesmente, desejar-vos BOAS ENTRADAS, colegas.
Mas não era a mesma coisa. Não podia deixar de partilhar convosco uma das interpretações disponíveis no Youtube do grupo Prof. Henk e Vento Norte, o mesmo que nos brindou no evento comemorativo do 45.º aniversário de curso, dentro da nossa Escola do Magistério Primário do Porto.
Beijos e abraços.

 

 

Olhar o Porto - CCXI(Visita nocturna natalícia)

Visita natalícia nocturna à cidade do Porto, nas vésperas da consoada.

 

Com acompanhamento e actuação do rancho folclórico do Porto, o historiador Germano Silva dissecou sobre a época natalícia que é uma festa da família. Logo à partida, na igreja das Carmelitas com uma talha dourada a ombrear com a igreja da S. Francisco ou de Santa Clara, tem nesta altura vários presépios. A seguir todo o historial da igreja das Taipas onde existe um presépio permanente com a curiosidade de ter quatro reis magos.

Na igreja dos Clérigos o rancho folclórico do Porto mimou Germano Silva entoando quadras alusivas ao que tem feito culturalmente pela cidade

I

Ao Germano, grande jornalista                                    

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A cidade presta valor

É do Porto excelso cronista

De histórias é contador

II

Dos lugares ao povo ensina

A história, o que aconteceu

Desta casa e daquela esquina

Sabe o nome e quando nasceu

III

Com seu jeito sempre cativante

De falar ao dizer a lição

Prende a gente, que o segue constante,

E que o ouve quase em devoção

IV

O soldado, valente, guerreiro,

Na defesa do Porto, e cultor

Da vitória do génio tripeiro,

É agora com honra Doutor!

 

    (Na imagem o rancho folclórico do Porto em actuação na igreja das Taipas)

 

     Ant.Gonç. (antonio)

 

Olhar o Porto - CCX(Passeio natalício)

Desta vez a visita teve o patrocínio da Santa Casa da Misericórdia do Porto e foi orientada por dois conhecedores da urbe, Germano Silva e Joel Cleto, que sabem tudo sobre a cidade. São dois comunicadores de excelência que arrastam multidões de interessados em conhecer mais o Porto. Logo ali na praça Carlos Alberto que também já foi conhecida por praça dos ferradores e das caixas. Ferradores, como o nome indica era local a partir da porta do Olival (uma das portas mais importantes da muralha Fernandina) de saída para Guimarães, Vila do Conde, Barcelos etc. Praça das Caixas, pois no séc. XIX os emigrantes que iam para o Brasil, e eram muitos, mandavam ali fazer as caixas onde levavam os pertences.

A seguir o numeroso grupo passou pela Cordoaria e à frente a Igreja das Taipas, onde pela primeira vez entrei, pois está quase sempre fechada. Tem um lindo presépio para ser observado com mais tempo. Igreja dos Clérigos e depois praça Guilherme Gomes Fernandes que já foi de santa Teresa onde por ali existiu o mercado do pão. O mercado do Anjo também existiu nas imediações da Igreja dos Clérigos.

Praça da Liberdade que também já se chamou praça nova e de D. Pedro, antes da abertura da Avenida dos Aliados. Ali a estátua do guerreiro romano a que se designou chamar – o Porto – foi também dissertado pelos historiadores, símbolo da força que a cidade sempre demonstrou. Uma curiosidade, há cem anos foi aberta a avenida dos Aliados e a capela dos três reis magos, foi apeada, comprada e levada de comboio para Trás-os-montes onde foi erguida na Pocariça.

Como a hora já ia adiantada, desenfiei-me, utilizando um termo militar, pois o terminus da visita era na igreja da Misericórdia, rua das Flores, que tem a bela fachada de Nicolau Nazonni.

(A imagem é da igreja dos Clérigos)

 

Ant. Gonç. (antonio)

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2.º almoço de Natal III

Muito obrigado, colegas.
Que jornada maravilhosa esta a que tivemos no dia 3 de Dezembro de 2016. Foi o 2.º Almoço de Natal que realizámos e foi fantástico revermos amizades e tirarmos recordações do baú. Um forte abraço de enorme afeto e de agradecimento para todos vós que quisestes e pudestes estar presentes. Sem vós, nada disto era possível.

Recordando:

  • 45 anos de curso, em Junho de 2016, com a presença de mais de uma centena de colegas !
  • 2.º almoço de Natal com mais de 40 colegas !

Não há curso como o nosso. Podem correr e saltar.
Beijos e abraços para todos.

 

 

2.º almoço de Natal II

1.º almoço de Natal (2015)

Olá, estimados colegas.

Terminadas as inscrições para o 2.º almoço de Natal dos colegas do curso de 1969/71 da E.M.P.P. - Escola do Magistério Primário do Porto, é chegada a hora de tecer algumas considerações.

Começo por um carinhoso agradecimento a todos os que se inscreveram e que são, exatamente, 37. Este número, que por si só já supera o do ano anterior que foi de 34, reflete a vontade que temos de nos reunirmos já que, se todos os que vieram em 2015 repetissem a sua presença em 2016, teríamos um grupo que excederia a meia centena. Todavia, todos sabemos que isso é muito difícil pelas mais variadas razões.

Continuo, referindo que, se o almoço está agendado para as 13:00, poderíamos apresentar-nos meia hora mais cedo para nos encontrarmos na sala de espera, recebermos um tríptico com a letra da música de Natal que cantaremos e com os endereços para onde podem posteriormente enviar as fotografias que registarem e os sítios onde poderemos ver o álbum fotográfico.

Termino, dizendo que prestaremos ainda antes de almoço uma singela mas sentida homenagem aos colegas que já partiram e muito especialmente à colega Alzira Cavalheiro Gomes que nos deixou e que ainda esteve presente em 2015, guardando um minuto de silêncio.

Com muito afeto me despeço. Até sábado, se Deus quiser.

 

2.º almoço de Natal

Escola de futebol Hernâni Gonçalves e Restaurante Porto d'Honra no Complexo Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto.

Olá, estimados colegas.
Venho aqui deixar-vos algumas informações importantes sobre o 2.º Almoço de Natal. Em 5 de Dezembro de 2015 realizou-se o 1.º Almoço de Natal dos colegas de curso. Tendo sido um sucesso, os vossos colegas Odete Amorim, Zélia Sousa e Francisco Rodrigues convidam-vos para nos juntarmos no 2.º Almoço de Natal, em 3 de Dezembro de 2016, no mesmo local, ou seja, no CCDTCMP - Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto, na Rua Alves Redol, 292, 4050-042 Porto. Assim sendo, apresentamos o menu com que concordámos para um preço de 20 euros por pessoa:
- Salgadinhos variados servidos com Favaios, sumo e água: rissóis de carne, trouxas árabes, bolos de bacalhau, fogaças de camarão e ABC's.
- Creme de legumes
- Lombo assado com castanhas, batata salteada, arroz e salada rica. Em alternativa, bacalhau com natas.
- Salada de fruta ou leite creme
- Bolo - rei
- Água e refrigerantes
- Vinhos: verde branco e maduro branco e tinto da Quinta do Portal, Douro.
- Café

Todavia, deixem-me dizer o que já foi feito:
- O evento foi criado no facebook do Magistério com indicação do dia, do local, do menu e do preço por pessoa: 20 euros.
- Os convites foram enviados para todos os colegas que pertencem a este grupo do Magistério no facebook.

- Todos os colegas que têm telemóvel receberam uma SMS com a informação do evento.

- Todos os colegas só com telefone fixo foram convidados pessoalmente pela colega Zélia.

Falta, então, dizer como fazer a inscrição e até quando, não é verdade? Aqui estão os elementos:

- Só é válida a inscrição efetuada por transferência bancária para a mesma conta do encontro dos 45 anos de curso, ou seja:
NIB - 0035 0310 00007572400 41
IBAN - PT50 0035 0310 00007572400 41
- Depois da transferência efetuada, é necessário deixar passar pelo menos dois dias úteis para enviar uma SMS ou fazer um telefonema para Francisco Rodrigues, a confirmar o nome da ou do colega.
- 15 de Novembro será a data limite para efetuar a inscrição.
Todas as dúvidas poderão ser esclarecidas pelos comentários aqui efetuados ou pelo 919 003 994, Francisco Sousa Rodrigues.

Olhar o Porto - CCIX(O rio Frio)

O passeio à cidade ontem com o historiador Germano Silva, “homem que sabe tudo sobre a cidade”, cito o JN, teve como pano de fundo conhecer o rio Frio da nascente até à foz. Quem eventualmente não tenha conhecimentos aprofundados sobre o Porto, perguntará que rio é esse e onde fica?
Bem, actualmente todos os rios, riachos ou ribeiros que corriam a céu aberto, foram encanados, excepto o rio Tinto, pois o surto urbanístico assim o determinou. O rio da Vila, que corre no subsolo da rua Mousinho da Silveira, o rio Frio, o de Vilar e a ribeira da Granja e o mais poluído, rio Tinto já referido atrás. Há ainda o rio de Mijavelhas que corre no subsolo do Campo 24 de Agosto e desagua no Douro a jusante da ponte Maria Pia. O nome deste rio, diz-se, que por ali se aliviavam as lavadeiras e outras trabalhadoras.
Mas o rio Frio que hoje percorremos da nascente, praça coronel Pacheco, antiga praça do Mirante, corre pelo largo Sarmento Pimentel, travessa e rua de Cedofeita, jardim do Carregal, passa depois debaixo do hospital de Sº António, jardim das Virtudes e finalmente desagua no Douro debaixo do edifício da Alfandega, em Miragaia. Todos estes locais foram escalpelizados pelo veterano Germano Silva sempre com umas buchas humorísticas à mistura, como é seu apanágio.
O rancho folclórico do Porto, que acompanha sempre estes passeios, apresentou vários números folclóricos alusivos ao passeio.

No dia 3 de Novembro Germano Silva vai-lhe ser atribuído o título honoris causa pela Universidade do Porto. A esse respeito o historiador disse que o título não é para ele mas sim pelo que tem escrito e comunicado sobre a cidade.

 

   Ant. Gonç. (antonio)

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Pela ruralidade - CLXXXIII(o lavadouro)

Indo na peugada do excelente artigo que Benilde aqui postou, vou também mais uma vez recorrer à ruralidade da terra que me viu parir.

O tema que aqui trago tem também os mesmos binómios das lavadeiras, muitas veteranas, com a serra afiada, e que muitas vezes descambavam com o cio mental a falar de fulano e de sicrana. Era assim por todo o interior, quer fosse no lavadouro, no barbeiro ou no ferreiro, eram centros da coscuvilhice vista aos dias de hoje, mas que tinham uma função de divulgação e partilha da vida das pessoas.

Na aldeia a vida era comunitária e daí o lavadouro da imagem que recentemente reconstruí, (manter as memórias foi sempre o meu lema) sendo particular era tacitamente usufruído pelas residentes do lugar que aí quisessem lavar os lençois linhosos, as ceroulas, os coturnos de lã de ovelha, as camisas de estopa, os tabaqueiros ou um ou outro bragal, etc.

Por documentos antigos este lavadouro, alimentado por uma extensa mina que teve de ser encapelada em pontos onde estava fragilizada, já existia no século XIX, agora com a cara lavada vai ficar testemunho duma época que também ainda foi da minha geração.

(Como o pequeno tanque tinha também a função de rega tem um engenho para abrir sem ajuda humana e um tufo)

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 Ant.Gonç.