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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Reviver o passado - o culto à Sagrada Família

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 Retrocedendo ao tempo do alvor do meu entendimento, veio-me à memória uma das tradições católicas que não se esvaeceu no tempo- o culto à Sagrada Família.

Na paróquia das minhas origens, apesar da devoção remontar aos primórdios da Igreja, essa devoção ainda se mantém com muita religiosidade.

É um pequeno oratório portátil em madeira, com o seu interior forrado em tecido, com duas portas em vidro, deixando ver S. José, Maria e o Menino Jesus, símbolos da família cristã.

Em casa dos meus avós, acolhia-se a Sagrada Família, ficando exposta em local visível, em cima de uma cómoda alta, devidamente engalanada com uma linda toalha em linho e renda. À noite acendia-se uma lamparina alimentada a azeite e, era nesse local, que a família se reunia para rezar o terço. Após as orações  depositava-se a esmola numa gavetinha bem fechada, para no dia seguinte seguir para outra família.

Era uma presença de Deus que muito contribuía para  a paz de espírito,que ajudava cada família a levar avante a vida com mais fé e esperança.

Essa oratória deveria permanecer em cada casa 24h, mas esta cláusula raramente era cumprida.

Competia quase sempre a mim a entrega à próxima família, incumbência que acatava com muita mágoa.

Há dias, foi com muita surpresa minha, que ao visitar uma prima, revi a pequena caixinha. Voltei minutos ao passado, reascendendo memórias praticamente esquecidas, foi um despertar de um turbilhão de emoções.Vi uma menina com uns grandes olhos deslumbrados,visualizando minuciosamente aquela caixinha mágica,abrindo e fechando as portinhas, com muita curiosidade. Não me lembro de rezar.

Reviver o passado é sempre uma grande felicidade, sinal que, ainda estamos presentes, num presente tão dúbio.

 

Fiquem bem

Benilde

Tive conhecimento que, presentemente, a gavetinha das esmolas chega ao seu destino, a maioria das vezes, surripiada. E esta hein!!!

Pela ruralidade - CLXXXIII(Uma tigela de carrapatos)

Aquilino Ribeiro, um célebre escritor beirão, que faz suar as estopinhas a quem o lê, retrata as vivências do homem rural sobretudo na primeira metade do século XX.

Para ler os seus livros, Cinco Reis de Gente é o que estou a ler, temos de nos transfigurar usando chancas, ou quem for mais aburguesado botas de elástico, saias compridas e chinelos rapeiros para elas, enfronharmo-nos nos caminhos rurais e entabularmos conversa com os campónios de calças de cotim com quadras e testeiras, e tamancos de amieiro, ferrados. Chegados aí, nos primórdios do século passado, temos de deixar para trás as vivências citadinas e mergulharmo-nos na ruralidade pura e dura como Aquilino a descreveu.

 Loio, um diabrete que trepava ao mostageiro para se abarbatar de mostajos. O sr. Saraiva, dono da árvore, é que não estava pelos ajustes e ao saber quem tinha sido o larápio, exclama:

“os pais eram filhos das tristes ervas. Tinham de seu a sombra das paredes e viviam de esquentar o forno. Por cada cozedura fornecendo a lenha, recebiam um pão do tabuleiro. Era quanto bastava para morrerem hécticos, se a par da bola fresca não viesse a giga das batatas, o migalho do unto, a tigela de carrapatos”.

 


“tigela de carrapatos”, socorri-me do GOOGLE, e nada. Percorri na NET o glossário sucinto para melhor compreender Aquilino e nicles.

Fui-me deitar e enquanto Morfeu não vinha ao meu encontro, uma luz me iluminou: eh, já sei. E adormeci pacificamente!...

 

 

Ant.Gonç.(antonio)

 

 

 

Dia 1 do Ano da Graça de 2017

Poderia desejar-vos BOM ANO, colegas.
Poderia, simplesmente, desejar-vos BOAS ENTRADAS, colegas.
Mas não era a mesma coisa. Não podia deixar de partilhar convosco uma das interpretações disponíveis no Youtube do grupo Prof. Henk e Vento Norte, o mesmo que nos brindou no evento comemorativo do 45.º aniversário de curso, dentro da nossa Escola do Magistério Primário do Porto.
Beijos e abraços.

 

 

Olhar o Porto - CCXI(Visita nocturna natalícia)

Visita natalícia nocturna à cidade do Porto, nas vésperas da consoada.

 

Com acompanhamento e actuação do rancho folclórico do Porto, o historiador Germano Silva dissecou sobre a época natalícia que é uma festa da família. Logo à partida, na igreja das Carmelitas com uma talha dourada a ombrear com a igreja da S. Francisco ou de Santa Clara, tem nesta altura vários presépios. A seguir todo o historial da igreja das Taipas onde existe um presépio permanente com a curiosidade de ter quatro reis magos.

Na igreja dos Clérigos o rancho folclórico do Porto mimou Germano Silva entoando quadras alusivas ao que tem feito culturalmente pela cidade

I

Ao Germano, grande jornalista                                    

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A cidade presta valor

É do Porto excelso cronista

De histórias é contador

II

Dos lugares ao povo ensina

A história, o que aconteceu

Desta casa e daquela esquina

Sabe o nome e quando nasceu

III

Com seu jeito sempre cativante

De falar ao dizer a lição

Prende a gente, que o segue constante,

E que o ouve quase em devoção

IV

O soldado, valente, guerreiro,

Na defesa do Porto, e cultor

Da vitória do génio tripeiro,

É agora com honra Doutor!

 

    (Na imagem o rancho folclórico do Porto em actuação na igreja das Taipas)

 

     Ant.Gonç. (antonio)

 

Olhar o Porto - CCX(Passeio natalício)

Desta vez a visita teve o patrocínio da Santa Casa da Misericórdia do Porto e foi orientada por dois conhecedores da urbe, Germano Silva e Joel Cleto, que sabem tudo sobre a cidade. São dois comunicadores de excelência que arrastam multidões de interessados em conhecer mais o Porto. Logo ali na praça Carlos Alberto que também já foi conhecida por praça dos ferradores e das caixas. Ferradores, como o nome indica era local a partir da porta do Olival (uma das portas mais importantes da muralha Fernandina) de saída para Guimarães, Vila do Conde, Barcelos etc. Praça das Caixas, pois no séc. XIX os emigrantes que iam para o Brasil, e eram muitos, mandavam ali fazer as caixas onde levavam os pertences.

A seguir o numeroso grupo passou pela Cordoaria e à frente a Igreja das Taipas, onde pela primeira vez entrei, pois está quase sempre fechada. Tem um lindo presépio para ser observado com mais tempo. Igreja dos Clérigos e depois praça Guilherme Gomes Fernandes que já foi de santa Teresa onde por ali existiu o mercado do pão. O mercado do Anjo também existiu nas imediações da Igreja dos Clérigos.

Praça da Liberdade que também já se chamou praça nova e de D. Pedro, antes da abertura da Avenida dos Aliados. Ali a estátua do guerreiro romano a que se designou chamar – o Porto – foi também dissertado pelos historiadores, símbolo da força que a cidade sempre demonstrou. Uma curiosidade, há cem anos foi aberta a avenida dos Aliados e a capela dos três reis magos, foi apeada, comprada e levada de comboio para Trás-os-montes onde foi erguida na Pocariça.

Como a hora já ia adiantada, desenfiei-me, utilizando um termo militar, pois o terminus da visita era na igreja da Misericórdia, rua das Flores, que tem a bela fachada de Nicolau Nazonni.

(A imagem é da igreja dos Clérigos)

 

Ant. Gonç. (antonio)

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2.º almoço de Natal III

Muito obrigado, colegas.
Que jornada maravilhosa esta a que tivemos no dia 3 de Dezembro de 2016. Foi o 2.º Almoço de Natal que realizámos e foi fantástico revermos amizades e tirarmos recordações do baú. Um forte abraço de enorme afeto e de agradecimento para todos vós que quisestes e pudestes estar presentes. Sem vós, nada disto era possível.

Recordando:

  • 45 anos de curso, em Junho de 2016, com a presença de mais de uma centena de colegas !
  • 2.º almoço de Natal com mais de 40 colegas !

Não há curso como o nosso. Podem correr e saltar.
Beijos e abraços para todos.